SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

Escuta Yaoshor'u! Yaohushua é o nosso Criador; o Eterno é um Só!

O Espírito Santo

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O objetivo deste estudo não é machucar os cristãos trinitarianos, mas, apresentar os fatos. Como servos do Altíssimo, não nos é permitido ter idéias novas, ou preferências próprias, no que diz respeito à fé. E, especialmente quando se trata de assunto tão polêmico que pode confundir ou fazer tropeçar aqueles que ainda estão iniciando sua caminhada espiritual...

by Evangelho Eterno

- Edição de oCaminho -

Qualquer doutrina só tem algum valor quando se fundamenta no que “está escrito” nas Escrituras. Quando se estudam profecias, ainda que pensemos de forma diferente da estabelecida pela maioria, há a segurança de saber que nenhuma nova interpretação pode derrubar marcos já estabelecidos.

Porém, quando se fala de doutrina, como é o caso da trindade, o problema se agrava, embora esse aparente “marco” não passe de mais que um intruso em meio ao puro evangelho. O debate não gira em torno da existência do "Espírito Santo", como muitos têm feito parecer. Tampouco temos dúvidas acerca da importância de seu ministério.

A única questão é: NÃO podemos incorrer na transgressão do primeiro mandamento, que nos adverte: “Não terás outros 'deuses' diante de Mim”. Ex 20:3.

Com este pensamento é que o convidamos a CONTINUAR este estudo detalhado sobre este assunto, à luz das Escrituras e dos registros históricos.

“Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo” (Mt 28:19 - ARA).

Parece-nos razoável acreditar que:

1. Quando Cristo supostamente disse o que está registrado em Mt 28:19, havia discípulos presentes. E obviamente, o que Ele disse foi ouvido e entendido por eles.

2. Portanto, um discípulo como Kafos, por exemplo, poderia nos dizer exatamente como foi que entendeu a ordem do Salvador.

3. Deveriam eles, a partir de então, "imergir em nome de uma trindade" [como fazem hoje, TODOS os evangélicos (pentecostais ou não)], composta por três pessoas divinas que misteriosamente formam um único 'o ETERNO'? Porem, em Atos 2:38, vemos Kafos conclamando seus ouvintes a se arrependerem para serem imersos em Nome de Yaohushua [jesus, nas apócrifas] e não em três nomes, ou no nome dos três. Kafos explicou ainda que os imersos em Nome de Yaohushua receberiam do "Espírito Santo" como presente.

4. Suponhamos, porém, que Kafos nessa ocasião houvesse esquecido [apenas dez dias depois] a ordem de Mt 28:19 e deixado de imergir em nome da trindade… Teria a Bíblia uma outra evidência de como Kafos entendera a última ordem de Yaohushua? Atos 10:48 afirma que ele ordenou que Cornélio e os seus que deveriam ser imersos em Nome de Yaohushua.

5. Assim, vemos que Kafos deve ter entendido o imperativo de Yaohushua diferentemente do que a maioria dos trinitarianos compreendem hoje!

6. Será que Kafos estava sozinho em seu entendimento? Não! Em Atos 8:16, ele e Yaohu'khanan foram a Samaria encontraram um grupo que havia sido imerso em Nome de Yaohushua, por Fylyp. Faltava-lhes apenas receber o divino presente da imersão, que era o "Espírito Santo". Por isso, Kafos e Yaohu'khanan lhes impuseram as mãos e oraram por eles.

7. E o apóstolo Sha'ul, que dizia não ter recebido o Evangelho de nenhum homem, mas do próprio Cristo (Gl 1:12), imergia ele em nome da trindade? Quando visitou Éfeso, Sha'ul encontrou irmãos que conheciam apenas a imersão de Yaohu'khanan [na promessa de um Messias vindouro]. Pois bem, Sha'ul, depois de instruí-los, imergiu-os somente no nome do Mestre Yaohushua. Depois, colocou a mão sobre eles para que recebessem do "Espírito Santo". E eles falaram em línguas [conhecidas] e profetizaram! Teria Yaohushua dado OUTRA tipo de ordem para Sha'ul; diferentemente daquela dada aos discípulos e registrada em Mt 28:19?

8. O que estamos dizendo é que NÃO existe na Bíblia qualquer registro da imersão realizado em nome de uma trindade. Diante disso, restam-nos três opções apenas: (a) os discípulos se rebelaram contra Yaohushua e desobedeceram Sua ordem de imergir em nome da trindade; (b) os discípulos entenderam a ordem de um jeito diferente do proposto pelos trinitarianos; (c) Yaohushua nunca ordenou que imergissem em "nome do Pai; do Filho e do Espírito Santo".

9. Nos sete primeiros itens deste pequeno esboço, demonstramos que a ordem de Mt 28:19 foi entendida pelos discípulos de modo diferente do que hoje defendem os trinitarianos, pois imergiam apenas em Nome de Yaohushua. Poderia a terceira opção ser também verdadeira, ou seja, poderiam os discípulos ter entendido a ordem de maneira diferente porque, de fato, foi dada de modo diferente?

10. Estudiosos não comprometidos com a Igreja Católica e seus dogmas e mistérios, afirmam que Mt 28:19 pode ser fruto de um acréscimo posterior ao texto bíblico [faça uma busca na internet sobre Mt 28:19 e surpreenda-se!].

Uma das evidências citadas por esses estudiosos são os escritos de Eusébio de Cesaréia, do quarto século. Dezessete vezes nos textos que escreveu antes do Concílio de Nicéia, Eusébio cita Mt 28:19 na seguinte forma: “Portanto, ide e fazei discípulos em Meu nome” [confirmado em Mc 16:15], sem mencionar a fórmula trinitariana. Nos escritos pós-Nicéia de Eusébio, a fórmula trinitariana é encontrada cinco vezes, apenas!

11. O contexto imediato de Mt 28:19 adequa-se muito melhor à essa construção repetida tantas vezes (17 vezes) por Eusébio de Cesaréia. Veja:

“Seguiram os onze discípulos para a Galiléia, para o monte que Yaohushua lhes designara. E quando O viram, O adoraram; mas alguns duvidaram. Yaohushua, aproximando-Se, falou-lhes, dizendo: toda autoridade Me foi dada no céu e na terra. Portanto, ide a todas as nações e fazei discípulos em Meu nome, ensinando-os a guardar todas as cousas que vos tenho ordenado. E eis que estou convosco todos os dias, até a consumação do século". Mt 28:16-20.

a) Parte dos onze se ajoelhou perante Cristo, enquanto outros tiveram dúvida se deveriam fazê-lo, pois sabiam que só deveriam se ajoelhar diante do Altíssimo. Mas entenderam que Ele recebera toda a autoridade do Pai.

b) Diante da dúvida, Yaohushua lhes explica que havia recebido do Eterno toda a autoridade no céu e na terra e que, portanto, poderia ser adorado de joelhos.

c) A concessão da autoridade divina a Cristo, possibilitou-Lhe ainda ordenar aos discípulos que fossem a todas as nações, fizessem discípulos e os imergissem em Seu Nome [o Verdadeiro e não em um nome paganizado, como 'jesus'], ensinando-os a guardar tudo que lhes dissera. (Veja Lc 24:45-47).

d) O Filho do Altíssimo, com a autoridade e poder que recebera do Pai, promete então que estaria espiritualmente com eles todos os dias até o fim dos tempos. (O Evangelho de Marcus confirma que Ele cumpriu essa promessa: “De fato o Criador, Yaohushua, depois de lhes ter falado, foi recebido no céu, e assentou-Se à destra do ETERNO. E eles, tendo partido, pregaram em toda parte, cooperando com eles o Criador, e confirmando a Palavra por meio de sinais que se seguiam” (Mc 16:19-20).

Portanto, fica muito claro que acrescentar outros personagens à última declaração de Cristo registrada por Matt'yaohuh fere o contexto, tornando o texto confuso, pois lhe desvirtua o sentido (e a autoridade de Yaohushua).

12. Roma, mudando palavras e textos, mistificou aquilo que era claro. A Palavra do Altíssimo, como um todo, é uma cadeia perfeita, prendendo-se uma parte à outra, e explicando-se mutuamente.

Ora, um dos únicos textos da Bíblia do qual até os teólogos trinitarianos têm plena certeza de que se trata de um inegável acréscimo é aquele que se encontra entre colchetes em I Jo 5:7-8 e favorece a trindade: “Pois há três que dão testemunho [no céu: o Pai, a Palavra, e o espírito; e estes três são um. E três são os que testificam na terra]: o espírito, a água e o sangue, e os três são unânimes num só propósito.”

13. Como já expomos, a mais recente edição da Bíblia de Jerusalém [BJ], Nova Edição, Revista e Ampliada, lançada em agosto de 2002 pela Igreja Católica, em nota de rodapé a Mt 28:19, admite que a frase “batizando-os em nome do Pai, do Filho e do "Espírito Santo", tenha sido acrescentada posteriormente ao Livro de Mateus: “É possível que, em sua forma precisa, essa fórmula reflita influência do uso litúrgico posteriormente fixado na comunidade primitiva. Sabe-se que o livro dos Atos fala em imergir “no Nome de Yaohushua” (cf At 1,5+;2,38+). Mais tarde deve ter-se estabelecido a associação da imersão às três pessoas da trindade…”.

E os versículos que constam YAOHUH, Yaohushua e o espírito?

Alguns versos do Novo Testamento citam o Pai (DEUS), Yaohushua (JESUS) e o espírito (ES). Os defensores da teoria da trindade usam tais versos para tentar provar que o "Espírito Santo" é uma pessoa e que a trindade é bíblica... Alegam que tais versos comprovam a existência da trindade. Vejamos alguns exemplos:

“Imerso Yaohushua, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o 'espírito do ETERNO' descendo como [faz uma] pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz dos céus, que dizia: Este é o me Filho amado, em quem me comprazo" (Mt 3:16 e 17).

A Bíblia em nenhum momento diz que o espírito que desceu em forma de pomba era uma terceira pessoa, pelo contrário, afirma claramente que se tratava do próprio espírito (pneuma) do Pai. O verso mostra uma manifestação dupla do Pai: manifestou-se através do seu espírito e da sua voz. Se através deste verso chega-se à conclusão de que o espírito é uma pessoa, também poderíamos chegar à conclusão de que a voz do ETERNO também é uma pessoa. Por que não? Só porque o espírito está escrito com inicial maiúscula [em sua bíblia*]e a voz com inicial minúscula? Sempre devemos lembrar que isso é uma convenção adotada em português, pois no original não havia tal distinção.

Nota de oCaminho: A expressão "Espírito Santo" não consta dos originais e só apareceu na versão católica em latim, a Vulgata [início do século V]! Para manter a coerência com as citações extraídas das "trinitarianas", manteremos aqui a expressão "Espírito Santo", sempre entre aspas...

“A graça do Criador Yaohushua hol'Mehushkyah, e o amor do ETERNO, e a comunhão do "Espírito Santo" sejam com todos vós". (II Co 13:13 – ou 14, em algumas traduções).

Ao lerem este trecho, interpretam precipitadamente que nossa comunhão deve ser com a terceira pessoa da trindade. Mas não é isso que o apóstolo diz. Sha'ul é claro quando afirma “e a comunhão do 'Espírito Santo'”, não diz a comunhão com o "Espírito Santo".

Graças a outros textos da Bíblia, não precisamos ser enganados neste ponto. A comunhão do espírito é a comunhão que existe entre o espírito do Pai e o espírito do Filho. Lei este mesmo texto em uma escritura unitariana: Que a graça do Maoro’hé Yaohushua hol-Mehushkyah e o amor de UL”HIM seja convosco. E que neste mesmo RÚKHA HOL’KODSHUA esteja em vosso íntimo. [ESN - Escrituras Sagradas segundo o Nome; EUC (Edição Unitariana Corrigida by CYC)].

Nossa comunhão não é com o espírito; nossa comunhão é com o Pai e com o Filho, em espírito! O ETERNO não pode se manifestar em toda Sua glória diante de olhos pecadores e Cristo não está mais conosco em carne.

Portanto, toda comunhão e comunicação que temos com o Pai e com o Filho é através do pneuma (Eles, em espírito cf. Jo 14:18-23): “Ora a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Yaohushua hol'Mehushkya". – I Jo 1:3.

Algumas pessoas defendem que o "Espírito Santo" é uma pessoa pois alguns adjetivos (atributos) e verbos (ações) relacionados ao espírito são típicos de seres pessoais. Por exemplo:

“Não entristeçais o espírito de DEUS [o ETERNO, em espírito; cf. Jo 4:24], no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4:30).

“Do mesmo modo também o espírito nos ajuda na fraqueza; porque não sabemos o que havemos de pedir como convém, mas o espírito mesmo intercede por nós com gemidos inexprimíveis" (Rm 8:26).

“Porque não sois vós que falais, mas o espírito de vosso Pai é que fala em vós" (Mt 10:20).

“Apenas pessoas pode se entristecer”, alegam os trinitarianos. “Só uma pessoa pode ajudar, interceder e falar”. Os defensores da trindade afirmam que se o "espírito do ETERNO" se entristece, ajuda, intercede e fala, então ele é uma pessoa divina! Este argumento faz sentido?

A Bíblia emprega diversas figuras de linguagem, inclusive atribuindo ao "espírito" qualidades e ações típicas do seu possuidor (um ser pessoal). Isto não significa que o espírito seja uma outra pessoa. A prova deste fato são os muitos exemplos de atributos e ações pessoais atribuídos também a espíritos de seres humanos.

O espírito do apóstolo Sha'ul orava: “O meu espírito ora de fato". (I Co 14:14). Como um espírito (pneuma) de um homem pode orar se esta é uma ação pessoal? Seria, porventura, o espírito de Sha'ul uma segunda pessoa, além de Sha'ul? O verso seguinte explica: “Orarei com o meu espírito… Cantarei com o espírito". (I Co 14:15). É claro que quem orava e cantava era o próprio Sha'ul. Compare com a ESN: Porque se eu orar em uma língua que eu desconheça, o meu espírito ora, mas, no meu entendimento eu não sei o que estou dizendo. Pois bem, que devo então fazer? As duas coisas: orarei no RÚKHA, e orarei com palavras que eu entendo; cantarei no RÚKHA e cantarei com palavras que eu entendo.

Lucas, autor do livro dos Atos, relatou que o espírito de Sha'ul se revoltou: “Enquanto Sha'ul os esperava em Atenas, o seu espírito se revoltava em face da idolatria dominante na cidade” (Atos 17:16).

Ora, revoltar-se é uma ação pessoal. Só um ser com autonomia e percepção pode se revoltar, mas a Bíblia diz que o espírito de Sha'ul se revoltou. Seria, porventura, o espírito de Sha'ul uma entidade pessoal independente do seu possuidor (Sha'ul)? Absolutamente não! Novamente aqui temos uma figura de linguagem. Quem se revoltou com a idolatria da cidade foi o próprio Sha'ul.

Há muitos outros exemplos na Bíblia onde espíritos de seres humanos são descritos com atributos pessoais ou realizando (ativa ou passivamente) ações típicas de seres pessoais.

Concluímos que quando a Bíblia diz que o espírito de alguém se entristeceu, então trata-se de uma figura de linguagem. Literalmente, quem se entristeceu foi a pessoa, o possuidor do espírito, não o "seu espírito". Quando o salmista diz que o seu espírito estava amargurado, na realidade quem estava amargurado era o próprio salmista.

Isso vale também para o espírito do ETERNO. Quando a Bíblia diz que alguém mentiu para o espírito do ETERNO, na verdade isso significa que mentiram para o próprio ETERNO. Quando diz que o espírito intercede, certamente está se referindo a Cristo, nosso único intercessor e mediador: “É Yaohushua quem morreu, ou antes, quem ressuscitou, o qual está à direita do ETERNO, e também intercede por nós" (Rm 8:34).

“Porque existe um só UL’HIM. E entre Ele e os homens há um só MEDIADOR, que é Yaohushua hol-Mehushkyah, seu ha-BOR, que é, ele próprio, homem também; o qual se deu a si mesmo como preço da salvação de toda a humanidade" (I Tm 2:5). Isto posto, agora você pode entender Gn 6:3 quando diz: E UL disse: O meu Rukha (espírito) não continuará a contender [comigo] e ser desonrado pelo homem, visto que é todo ele mal.

Quem é, então, o ESPÍRITO que foi enviado?

“Ora, o Criador* é o espírito; e, onde está o espírito do Criador, aí há liberdade. E todos nós, com o rosto desvendado, contemplando, como por espelho, a glória do Criador, somos transformados, de glória em glória, na sua própria imagem, como pelo Criador, o espírito". (II Co 3:17-18).

Nota de oCaminho: Segundo Jo 1:1-3 (Hb 1:2) TUDO foi criado pela Palavra que Yaohukhanan identifica com Yaohushua (Jo 1:14)... E o profeta vai além ao afirmar que ninguém (JAMAIS) viu ao ETERNO e, sendo assim, no VT a cada aparição do SENHOR [que é como os trinitarianos identificam a divindade sem porém discernir de quem se fala], só pode ser o próprio YAOHUSHUA, que antes da Sua vinda através de José & Maria, vinha por meio de sua forma espiritual, na figura de Mika'ul, o ANJO do ETERNO!

“Foi a respeito desta salvação que os profetas indagaram e inquiriram, os quais profetizaram acerca da graça a vós outros destinada, investigando, atentamente, qual a ocasião ou quais as circunstâncias oportunas, indicadas pelo Messias, que neles estava, ao dar de antemão testemunho sobre os sofrimentos referentes a Cristo e sobre as glórias que os seguiriam. A eles foi revelado que, não para si mesmos, mas para vós outros, ministravam as coisas que, agora, vos foram anunciadas por aqueles que, pelo "Espírito Santo" enviado do céu, vos pregaram o evangelho, coisas essas que anjos anelam perscrutar". (I Pd 1:10-12).

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco, o espírito da verdade, que o mundo não pode receber, porque não no vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós. Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros. Ainda por um pouco, e o mundo não me verá mais; vós, porém, me vereis; porque eu vivo, vós também vivereis". (Jo 14:17-19).

“E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo "Espírito Santo" de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o espírito de Yaohushua não o permitiu" (Atos 16:6-7).

“E, porque vós sois filhos, enviou o ETERNO ao nosso coração, o espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai!” (Gl 4:6).

Os filhos do ETERNO são guiados por quem? “Pois todos os que são guiados pelo espírito do ETERNO são filhos do ETERNO" (Rm 8:14).

É possível ao homem conhecer as coisas do ETERNO?

“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem, senão o seu próprio espírito, que nele está? Assim, também as coisas do ETERNO, ninguém as conhece, senão o espírito do ETERNO". (I Co 2:11). Ou seja, ELE próprio!!!

O que é a comunhão do "Espírito Santo"?

“A graça do Criador Yaohushua hol'Mehushkya, e o amor do ETERNO, e a comunhão do "Espírito Santo" sejam com todos vós". (II Co 13:13).

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo. Pois, em um só espírito, todos nós fomos imersos em um corpo, quer judeus, quer gregos, quer escravos, quer livres. E a todos nós foi dado beber de um só espírito" (I Co 12:12).

“O que temos visto e ouvido anunciamos também a vós outros, para que vós, igualmente, mantenhais comunhão conosco. Ora, a nossa comunhão é com o Pai e com seu Filho, Yaohushua hol'Mehushkya" (I Jo 1:3).

“Eu e o Pai somos um". (Jo 10:30).

“Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se, de fato, o espírito do ETERNO habita em vós. E, se alguém não tem o Messias, esse tal não é dele" (Rm 8:9).

Nota: A unidade que existe entre Cristo e o Pai, é a comunhão do "Espírito Santo"; ou seja, unidos em propósitos!

As Escrituras indicam claramente a relação entre YAOHUH e Cristo, apresentando com igual clareza a personalidade e individualidade de cada um. A unidade que existe entre Cristo e seus discípulos, não anula a personalidade de nenhum. São um em desígnio, mente, em caráter, mas não em pessoa. É assim que o ETERNO (o Pai) e Cristo (o Filho) são um”.

O "Espírito Santo" procede do Pai (Jo 15:26-27). Por ser filho do ETERNO, Cristo possui a mesma essência do Pai; sendo assim, possui o mesmo espírito do Pai. É através de Seu espírito que Cristo nos convence do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16:8), habita em nós (Gl 4:6) e está presente em todos os lugares ao mesmo tempo (Sl 139:1-10).

Como é possível conhecer ao ETERNO? O apóstolo Sha'ul responde:

“Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito que nele está? Assim também as coisas do ETERNO ninguém as conhece, senão o espírito do ETERNO. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, e, sim, o espírito que vem do ETERNO, para que conheçamos o que pelo ETERNO nos foi dado gratuitamente" – I Co 2:11, 12.

Este verso deixa claro que assim como o homem tem um espírito que conhece tudo a seu respeito, o ETERNO também tem o seu espírito e por esta razão só é possível obter o conhecimento pleno do ETERNO através do espírito do ETERNO [daí a expressão: Viver no Espírito!].

Então, para conhecermos ao ETERNO, é importante buscarmos na sua Palavra revelações sobre o "Espírito do ETERNO". A Palavra, especialmente o Novo Testamento, traz muitas revelações sobre a maravilhosa obra do "Espírito Santo" e fala um pouco sobre sua natureza. Mas muitos fazem confusão a respeito da essência e natureza do "Espírito Santo". Quem é na verdade o "Espírito Santo"? Alguns dizem que é o poder do ETERNO, outros pregam que é a terceira pessoa da trindade, outros ainda argumentam que o "Espírito Santo" é o anjo Gabriel. Finalmente há aqueles que não têm muita disposição para um estudo mais aprofundado e se acomodam alegando que se trata de um mistério sem importância para a salvação ['mistério' é como se define babilônia - Ap 17:5]. Porém, o contexto de tais passagens nos indicam que é uma modo figurado de se referir à ação do próprio ETERNO (Jo 4:24) ou até mesmo a ação do Seu Filho (At 20:28), HOJE (após o pentecostes) onipresente em espírito...

O que é “ESPÍRITO”?

Isso pode parecer um conceito muito básico e óbvio, mas é incrível como muitas pessoas duvidam que o "Espírito Santo" seja um espírito no sentido original da palavra. Vamos buscar compreender o que os autores da Bíblia queriam dizer quando escreviam a palavra “espírito”.

Para uma compreensão satisfatória da Bíblia, devemos procurar saber qual era a intenção dos autores bíblicos. O que um escritor bíblico, profeta ou apóstolo, tinha em mente quando escrevia a palavra “espírito”? Quando ouvimos a palavra “espírito” nossa interpretação é a mesma do profeta ou apóstolo?

Em nossa cultura, fortemente influenciada pelo catolicismo e espiritismo (pentecostalismo), sempre que se fala em “espírito” a tendência natural é imaginar uma força desencarnada atuando independentemente do corpo – uma entidade autônoma, invisível, consciente. Este é o conceito popular, pregado por algumas religiões e apresentado em filmes e novelas. Lamentavelmente este conceito já popularizado tem afetado negativamente a compreensão bíblica, pois sempre que se lê a palavra “espírito”, o estudante da Bíblia é influenciado pelo conceito popular.

Para os escritores bíblicos o significado da palavra “espírito” era bem diferente deste conceito popular. Para que cresçamos no conhecimento do ETERNO e do seu espírito temos que restabelecer o conceito original. Então poderemos ter uma visão clara do que a Bíblia ensina sobre o espírito do homem e sobre o espírito do ETERNO.

A Definição de “espírito” no Velho Testamento

No Velho Testamento, escrito em hebraico, o original da palavra “espírito” é ruach. Originalmente ruach significa fôlego, vento, sopro e respiração e se aplica tanto ao espírito dos animais quanto ao espíritos dos homens, espíritos malignos e espírito do ETERNO.

A Definição de “espírito” no Novo Testamento

Acredita-se que a maior parte do Novo Testamento foi escrita em grego onde a palavra espírito é pneuma. Esta palavra grega tem o mesmo significado de ruach no hebraico, ou seja, é um sinônimo de espírito, fôlego, vento, sopro, ar. É da palavra pneuma que derivam algumas palavras da língua portuguesa tais como pneu, pneumático, pneumonia – todas relacionadas à respiração ou ao ar.

Nota de oCaminho: Os ANJOS também são identificados como "espíritos" - Hb 1:14.

Será que a intenção dos apóstolos ao escrever “pneuma do ETERNO” era se referir a uma outra pessoa da divindade? Ou estavam se referindo ao fôlego, sopro do ETERNO; ou mesmo ao Seu poder [dynamo]?

ESPÍRITO SANTO é nome próprio?

Embora a Bíblia apresente o nome do Pai (YAOHUH - hebraico) e o nome do Filho (Yaohushua - hebraico), o "nome" do "Espírito Santo" não nos é apresentado.

Nota de oCaminho: Cuidado! DEUS também não é um nome, é um título e um título pagão!!! O título correto para se referir ao ETERNO é UL'HIM (corrompido para Elohim em honra a EL, um ídolo babilônico que tomou conta dos Nomes dos profetas e títulos), um superlativo cujo significado é CRIADOR, atribuído ao Altíssimo - o ETERNO. A sua forma simples - grau normal - é UL (corrompido para EL) e se aplica tão somente ao nosso Criador, Yaohushua!

Tradutores corruptos da Bíblia, ao traduzir a palavra pneuma (espírito), o fez com letra maiúscula para impor suas crenças pessoais ao texto. No entanto, a palavra pneuma, originalmente não foi escrita desta forma. Os manuscritos mais antigos do Novo Testamento são alguns fragmentos de papiro escritos em uncial. O padrão uncial utilizava-se de letras maiúsculas apenas. Este padrão continuou sendo utilizado nos pergaminhos até o século XI, quando a escrita minúscula começou a ser adotada. Fica claro que escrever "Espírito Santo" com iniciais maiúsculas é uma convenção adotada posteriormente e reflete, portanto, a crença pessoal do escritor/tradutor.

O fato da expressão “"Espírito Santo"” ou “espírito de Yaohushua hol'Mehushkya” ser sempre escrita com “E” maiúsculo em português tem influenciado o subconsciente de muitos crentes sinceros no sentido de aceitar a doutrina de que o "Espírito Santo" é uma pessoa distinta do Pai e do Filho. Mas é importante destacar que quando os apóstolos escreviam "Espírito Santo", não havia esta distinção. Nós escrevemos "Espírito Santo" com letras maiúsculas, em português, apenas por uma convenção; um hábito na realidade muito questionável, pois tal convenção não existia originalmente.

O ESPÍRITO SANTO, o ESPÍRITO de CRISTO e o ESPÍRITO de 'DEUS'

A Palavra afirma que assim como o homem tem um pneuma como parte fundamental do seu ser, o ETERNO também tem um pneuma. Neste sentido, "espírito" é a própria vida, assim como também entendemos quando se lê a palavra "alma"! Mas, vejamos novamente o que diz I Co 2:11: “Porque qual dos homens sabe as coisas do homem senão o seu próprio espírito (pneuma) que nele está? Assim também as coisas do ETERNO ninguém as conhece, senão o espírito (pneuma) do ETERNO".

Novamente é importante notar que em português o “espírito” do ETERNO é escrito com “E” maiúsculo e o “espírito” do homem é escrito com “e” minúsculo. Mas não é assim no original grego. Tanto o espírito do ETERNO quanto o espírito do homem são escritos absolutamente da mesma forma. Portanto não há porque interpretar que o espírito do ETERNO é uma outra pessoa e o espírito do homem não é uma outra pessoa.

Assim como o homem, o ETERNO possui dentro de si um pneuma que é um atributo que não pode ser separado dEle. Algumas religiões como o Espiritismo, por exemplo, pregam que é possível o espírito (pneuma) existir independentemente ou separadamente do corpo do seu possuidor [geralmente, nestes casos, chamado de "alma"], mas não é isso que a Palavra do ETERNO diz. Segundo a Bíblia um corpo sem pneuma é um corpo morto. Veja:

“Então Yaohushua clamou em alta voz: Pai, nas tuas mãos entrego o meu espírito (pneuma)! E dito isto expirou" (Lc 23:46).

“E o pó volte à terra, como o era, e o espírito (ruach) volte ao Criador, que o deu" (Ec 12:7).

Da mesma forma um espírito (pneuma) com existência e personalidade própria (independente do possuidor) é um conceito defendido pelo Espiritismo e pelo Trinitarianismo. Seria, portanto, o E.S. uma alma?!?

É inquestionável que o ETERNO tenha, assim como o homem, um pneuma como parte constituinte do seu Ser. Por essa razão, alguns defensores da trindade interpretam de forma diferenciada o "Espírito Santo" e o espírito do ETERNO. Alegam que o espírito do ETERNO é um atributo intrínseco do Pai, mas que o "Espírito Santo" é uma outra pessoa – a terceira pessoa da trindade. Porventura existe esta diferença entre espírito do ETERNO e "Espírito Santo"?

Através de um estudo por comparação de versos é possível descobrir que o Pai e o seu Filho, Yaohushua, compartilham do mesmo pneuma [aqui, essência]. Veremos adiante que não há diferença entre espírito do ETERNO, Messias e "Espírito Santo".

“Não sabeis que sois santuário do ETERNO, e que o espírito (pneuma) do ETERNO habita em vós?” (I Co 3:16).

“Acaso não sabeis que vosso corpo é santuário do espírito (pneuma) Santo que está em vós, o qual tendes da parte do ETERNO". – I Co 6:19.

Após análise destes dois versos, concluímos inequivocamente que o "Espírito Santo" é o próprio ETERNO, em espírito (pneuma) e não uma terceira pessoa. É o próprio pneuma do ETERNO que habita em nós. Afinal, não é deste "espírito" [aqui fôlego] que o Criador soprou sobre nos, gerando a VIDA em nosso ser [alma vivente cf. Gn 2:7]?

Sha'ul confirma que o "Espírito Santo" não é uma terceira pessoa, mas é sim o próprio pneuma do ETERNO [sendo apenas um "sopro" deste, desde o Éden], colocando-os (espírito do ETERNO e "Espírito Santo") como expressões equivalentes novamente: “Por isso vos faço compreender Ninguém que fale pelo RÚKHA-UL’HIM (YAOHUH UL, em espírito onipresente) poderá dizer, Yaohushua é maldito, e ninguém pode dizer conscientemente, Yaohushua é UL, se não for impulsionado pelo RÚKHA HOL’KODSHUA (YAOHUH, o Santo).” (I Co 12:3)

Há muitos outros versos que servem como evidência clara de que o "Espírito Santo" é o próprio pneuma do ETERNO [lembre-se de Jo 4:24]. Vejamos este último par de versos de Sha'ul aos Efésios sobre o selamento:

“… tendo nele também crido, fostes selados com o Santo espírito da promessa" (Ef 1:13).

“E não entristeçais o espírito do ETERNO, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef 4:30).

Biblicamente, temos evidências suficientes para afirmar que…

"Espírito Santo" = espírito (pneuma) do ETERNO, ou seja, ELE [YAOHUH UL'HIM] próprio!

E o que dizer do Espírito de Cristo?

É correto afirmar que o Messias e o espírito do ETERNO são sinônimos? Vejamos:

“Vós, porém, não estais na carne, mas no espírito, se de fato o espírito (pneuma) do ETERNO habita em vós. E se alguém não tem o espírito (pneuma) de Cristo, esse tal não é dele" (Rm 8:9).

Este verso nos daria condições de afirmar que: espírito (pneuma) de Cristo = espírito (pneuma) do ETERNO; no entanto, lemos em Jo 14:23 - Respondeu-lhe Yaohushua: Se alguém me amar, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viremos a ele, e faremos nele morada. Portanto, cada um dos seres divinos (Pai e Filho) são "espíritos" [aqui, pessoas] independentes...

Sabemos que o ETERNO [YAOHUH] e seu Filho, Yaohushua hol'Mehushkya, compartilham do mesmo espírito [aqui, essência], por esta razão são um; mas como pessoas espirituais, independentes: 'Eu e o Pai somos um' (Jo 10:30).

“Tudo quanto o Pai tem é meu…” (Jo16:15)

Yaohushua hol'Mehushkya e o seu Pai são duas pessoas distintas, mas são um em espírito. Jamais lemos na Bíblia “Eu, o Pai e o 'Espírito Santo' somos um”! Reiteramos: O Pai e o Filho são um porque possuem o mesmo pneuma (espírito em essência ou em propósitos - Am 3:3). "Quem me vê a mim vê o Pai… Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim" (Jo 14:9 e 11).

Ora, é impossível aceitar que o Pai está no Filho e o Filho está no Pai de forma física. É claro que Cristo está dizendo que o Pai está espiritualmente no Filho e o Filho está espiritualmente no Pai; assim como, espiritualmente, AMBOS estão em nós - Jo 14:23 cf. I Co 6:19.

Da mesma forma podemos ser um com o ETERNO e com Cristo se recebermos em nós o espírito (pneuma) do ETERNO. Isso Yaohushua deixou claro em sua oração intercessória relatada em Jo 17:

“A fim de que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17:21).

O plano do ETERNO é que sejamos um com Ele e com o Pai. Não uma pessoa fisicamente falando, mas uma unidade espiritual, ou seja, que tenhamos do mesmo espírito (pneuma) do ETERNO e de Cristo; mesmo sendo pessoas diferentes.

“Mas aquele que se une ao Criador é um espírito com ele" (I Co 6:17).

Portanto, o "Espírito Santo" é o próprio Messias [At 20:28] e em certas ocasiões o autor bíblico alterna estes dois termos: “E percorrendo a região frígio-gálata, tendo sido impedidos pelo "Espírito Santo" de pregar a palavra na Ásia, defrontando Mísia, tentavam ir para Bitínia, mas o espírito de Yaohushua não o permitiu" (At 16:6, 7).

Não haveria necessidade de apresentarmos mais versos comprovando que "Espírito Santo" é um termo usados de modo alternado ara o ETERNO e para Cristo. Mas como último verso, lembramos o que está escrito em Jo 20:22:

“E, havendo [Yaohushua] dito isto, soprou sobre eles, e disse-lhes: Recebei do espírito (pneuma) Santo". (Jo 20:22). Fica então claro que o "Espírito Santo" é o próprio espírito (pneuma) de Yaohushua, ou seja, seu fôlego, seu sopro vital [o mesmo que Ele soprou sobre Adan, no Éden] e não uma terceira pessoa distinta do Pai e de Cristo.

Neste caso, espírito (pneuma) de Cristo = espírito (pneuma) do ETERNO = "Espírito Santo" [ambos são espíritos, e santo]!

Assim, a reposta para a pergunta “Quem é o espírito?” nunca esteve tão próxima: “Ora o Criador é o espírito; e onde está o espírito do Criador aí está a liberdade" (II Co 3:17).

Sem dúvidas esta é a melhor resposta para a pergunta “Quem é o espírito?” Sha'ul acaba de responder: “O Criador é o espírito”. E Yaohukhanan havia afirmado que YAOHUH é o espírito [Jo 4:24]! Porém, não se trata de contradições, mas sim que AMBOS são "espíritos" e santos!!!

Neste verso a palavra traduzida por “espírito” é a palavra grega “pneuma”.

Se o espírito no que diz respeito às criaturas vivas é o fôlego de vida ou a energia vital que provém do Criador e os matem vivos (e jamais deve ser entendido como uma entidade - um ser - inteligente que pode viver independentemente), por que quando a mesma palavra aparece relacionada ao nome do ETERNO (espírito do ETERNO ou "Espírito Santo"), deve ser entendida como um “ser” pessoal fora do ETERNO, ou seja, a terceira pessoa da trindade?

Por que não podemos fazer a mesma analogia e definir a palavra “espírito do ETERNO” como o poder (o fôlego, a energia vital) do ETERNO em ação? Não estaremos usando dois pesos e duas medidas e sendo incoerentes ao dizer que a Bíblia ensina que o espírito não é uma outra pessoa fora dela mesma, e quando a mesma palavra está relacionada com o nome do ETERNO, dizermos que é um outro ser ou uma outra entidade divina?

Consideramos muito significativo o que está registrado em Atos 10:38: “E sabem, sem dúvida, como UL'HIM ungiu Yaohushua, dos Nudtzoróth’dins, no RÚKHA HOL’KODSHUA (YAOHUH, o Santo) e com poder; andando por toda a parte a praticar o bem e a curar os que estavam sob o poder de ha’satan, pois YAOHUH estava com ele.”

Nele encontramos uma estreita relação entre o "Espírito Santo" e o poder do ETERNO, ambos como evidência de que o ETERNO estava com Seu Filho unigênito Yaohushua hol'Mehushkya.

Quem é o consolador?

Após Mateus 28:19, o texto mais utilizado para a defesa da trindade e da pessoalidade do "Espírito Santo" está no discurso de Cristo aos discípulos, quando o Mestre prometeu o Consolador. (Cap 14, 15 e 16 do evangelho de Yaohu'khanan).

O termo “consolador”, traduzido do grego “parakletos”, é citado em apenas 5 versos da Bíblia, sempre pelo apóstolo Yaohu'khanan (Jo 14:16; 14:26; 15:26; 16:7 e I Jo 2:1). O sentido original da palavra grega parákletos está relacionado a alguém que está ao lado a fim de ajudar, defender, consolar. Há várias traduções possíveis para a palavra grega parákletos. Além de “Consolador”, tradução mais comum em português, algumas versões usam “confortador”, Conselheiro, Advogado, e até mesmo Paráclito como traduções possíveis para a palavra grega parákletos.

Nota de oCaminho: Porém, em Jo 14 "tradutores corruptos" preferiram usar CONSOLADOR e não "advogado" como ficou em I Jo 2:1; porque será???

Portanto, vamos fazer uma breve análise sequencial, começando por Jo 14:16 e passando por todos os versos e contextos onde o parákletos é citado. O objetivo principal deste capítulo é revelar quem é o parákletos (consolador).

Das cinco ocorrências bíblicas da palavra parákletos, as quatro primeiras saíram diretamente dos lábios de Yaohushua e foram relatadas por Yaohu'khanan, a última saiu da pena do apóstolo Yaohu'khanan em sua primeira epístola. Vejamos o que Yaohushua queria dizer quando prometeu um parákletos para os seus discípulos.

Jo 14 – O Espírito da Verdade

“E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro parákletos (consolador), a fim de que esteja para sempre convosco. O espírito da Verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê, nem o conhece; vós o conheceis, porque ele habita convosco e estará em vós” (Jo 14:16, 17).

Yaohushua prometeu o Consolador (parákletos). Mas quem é o parákletos? Cristo mesmo responde: O parákletos é o “espírito da verdade” (14:16, 17). Portanto, o “espírito da Verdade” é o Consolador prometido por Cristo. A verdade tem espírito? É evidente que estamos lidando com elementos simbólicos cuja interpretação deve ser dada pela própria Bíblia.

Qual é ou quem é o espírito da Verdade? Primeiramente temos que entender qual é a definição de “verdade” dentro do contexto do capítulo 14. O leitor atento perceberá que logo nos primeiros versos de Jo 14 a “verdade” é definida por Cristo: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14:6).

Portanto, se a verdade neste contexto é Cristo, então o “espírito da Verdade” pode ser interpretado naturalmente como o Messias, ou seja ELE mesmo!!! Ao longo deste estudo teremos outras evidências de que o Consolador, o espírito da Verdade, é, de fato, o próprio Cristo, em espírito. Concluiremos que é o pneuma de Cristo que nos consola.

Qual é a finalidade da vinda do Consolador? O verso 16 responde: “a fim de que esteja para sempre convosco”. Esta expressão lhe é familiar? Quem prometeu que estaria conosco para sempre? Leia Mt 18:20; 28:20. A finalidade do parákletos é a mesma de Cristo: estar para sempre conosco!

Repetimos: “E eis que estou convosco todos os dias até à consumação dos séculos.” (Mateus 28:20)

De fato, Sha'ul afirma que “nada nos poderá separar do amor do ETERNO, que está em Yaohushua, nosso Criador.” (Rm 8:39).

Ora, o parákletos (Consolador) é o próprio Cristo que está conosco, não mais em carne, mas atuando através do seu espírito! E, isto se deu apenas dez dias depois da fala registrada em Mt 28:20, no Pentecostes [At 2].

A próxima evidência de que o parákletos é o próprio Messias vem logo em seguida, em Yaohu'khanan 14:18. Após dizer que o espírito da verdade “estará em vós” (vs. 17), Yaohushua afirma no verso 18: “Não vos deixarei órfãos, virei para vós.” (Jo 14:18).

E acrescenta: “Naquele dia conhecereis que estou em meu Pai, e vós em mim, e eu em vós” (Jo 14:20).

Note a semelhança das expressões nos versos 17 e 20. No verso 17 Yaohushua afirma que o espírito da verdade “estará em vós”, no verso 20 ele repete o conceito afirmando que Ele, o próprio Yaohushua, estaria em vós. Exatamente a mesma expressão que foi utilizada para o espírito da Verdade é agora usada para Cristo. Isto indica claramente que Cristo estava prometendo enviar do seu próprio espírito, não uma terceira pessoa. Como não poderia estar ajudando e consolando seus discípulos pessoalmente, em carne, estaria com eles de outra forma: através de seu pneuma (no espírito, onipresente).

A manifestação do parákletos (Messias) é prometida também no verso seguinte: “Aquele que tem os Meus Mandamentos e os GUARDA, esse é o que me ama; e aquele que Me ama será amado pelo Meu Pai, e Eu também o amarei e Me manifestarei a ele” (Jo 14:21). Leia o vs. 23 e comprove que PAI e FILHO, em espírito é QUEM habita em todos nós (desde que Guardemos Seus Mandamentos, inclusive o 4º mandamento, cf. Tg 2:10), explicando o que Sha'ul quis dize que somos o Templo do "Espírito Santo" - I Co 6:19.

Como os verbos estão no futuro, fica claro que Yaohushua não estava se referindo à manifestação em carne, pois esta já era uma realidade no tempo presente para os discípulos – não há que se prometer algo que já é realidade. Quando Cristo afirma “e Me manifestarei a ele” (aos que guardam os mandamentos) claramente indica uma manifestação no futuro, não em carne, mas em espírito - a única forma de ser onipresente. A promessa do verso 21 está intimamente relacionada à promessa dos versos 16, 17, 18, 19 e 20. É a mesma promessa! Trata-se da promessa de que Yaohushua não deixaria seus discípulos desamparados, mas Ele viria e se manifestaria a eles de outra forma: espiritualmente!

A conclusão de que o Consolador, o espírito da Verdade, é o próprio Messias é ratificada quando analisamos os versos 16 a 21 no contexto, considerando que Cristo está falando de um assunto específico e não de vários assuntos ao mesmo tempo. Analisar o verso dentro do contexto é a chave para chegarmos a esta conclusão.

Os versos seguintes apenas confirmam o que descobrimos até aqui. Veja o verso 23: “Se alguém me ama, guardará a Minha palavra; e Meu Pai o amará, e viremos para ele e faremos nele morada.” (Jo 14:23).

Até então tínhamos visto que Cristo viria e se manifestaria (em espírito) aos seus servos obedientes. Agora, porém, lemos que o Pai, juntamente com Cristo, faria morada nestes servos fiéis. Como isso pode acontecer? É simples! Já vimos anteriormente que Yaohushua e o seu Pai têm o mesmo espírito [aqui, propósito] por isso eles são um. É exatamente neste espírito (pneuma) que virá(ão) habitar em nós.

Após uma breve explicação em decorrência de uma pergunta de Yaohu'dah, no verso 22, Yaohushua menciona pela segunda vez o parákletos (verso 26). Agora o Mestre chama o Consolador (parákletos) de "Espírito Santo", veja: “Mas o Consolador (parákletos), o "Espírito Santo" … (Jo 14:26).

Não há razão para acreditar que o Consolador do verso 26 seja diferente do Consolador do verso 16. É o mesmo parákletos, o mesmo Consolador do verso 16. Mas no verso 26, em vez de chamá-lo de espírito da Verdade, Yaohushua o chama de "Espírito Santo". Poderíamos, novamente colocar numa fórmula de igualdade para interpretar os símbolos:

Nos versos 16 e 17 lemos que Consolador = espírito da Verdade

No verso 6 temos a definição de verdade: Verdade = Cristo

Então, usando as duas igualdades acima, chegamos à seguinte conclusão:

Consolador = espírito da Verdade = Cristo

Ou seja, lendo os versos 6, 16 e 17, já podemos concluir quem é o Consolador (parákletos). Trata-se do próprio Messias. Isso é confirmado posteriormente, vejamos:

De acordo com o verso 26 aprendemos que Consolador = "Espírito Santo". Já estudamos que, de acordo com os escritos de Sha'ul "Espírito Santo" = Cristo.

Finalmente, concluímos que: Consolador = espírito da verdade = Cristo = "Espírito Santo". E, o Consolador (parákletos), portanto,  é o próprio Cristo!

E a expressão  o "OUTRO" consolador?

Defender uma doutrina baseado em um verso é algo muito perigoso, principalmente se o contexto não for analisado apropriadamente [respeitado] e se outras passagens sobre o assunto não forem consultadas. Mas o mais perigoso é basear um argumento sobre uma única palavra. E o risco de cometer um erro aumenta quando esta palavra está inserida entre elementos simbólicos, como é o caso do verso 16.

Infelizmente é exatamente isto que fazem os defensores da teoria da trindade quando tentam provar que o parákletos (Consolador) é uma terceira pessoa... No caso, a palavra chave para a defesa dos trinitarianos é “outro”: “E eu rogarei ao Pai, e Ele vos dará outro Consolador a fim de que esteja sempre convosco” (Jo 14:16).

Se Cristo prometeu outro Consolador, como poderia ser o próprio Cristo? Não seria este outro uma terceira pessoa? Se a intenção de Cristo fosse enviar [voltar] Seu próprio espírito Ele não deveria ser mais claro dizendo que iria mas Ele mesmo voltaria em espírito?

Estas são as questões colocadas pelos defensores da trindade e podemos, novamente com auxílio de outros textos bíblicos, esclarecer estes pontos.

Primeiramente, é importante relembrar que Cristo muitas vezes falava de Si mesmo na terceira pessoa do singular; um costume hebraico - Jo 20:2; Yaohu'khanan falando de si próprio, na terceira pessoa. Um exemplo clássico foi a afirmação de Cristo perante o sinédrio: “Desde agora estará sentado o Filho do Homem à direita do Todo-poderoso o ETERNO” (Lc 22:69).

Também em diálogo com a mulher samaritana Cristo proferiu discurso simbólico em terceira pessoa: “Se conheceras o dom do ETERNO, e quem é o que te pede: Dá-me de beber, tu lhe pedirias, e ele te daria água viva” (Jo 4:10).

E falando sobre a Verdade, que simbolicamente é Ele mesmo, disse em discurso proferido na terceira pessoa: “Então conhecereis a Verdade e a Verdade vos libertará… Se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres.” (Jo 8:32 e 36).

Em outra ocasião, proferindo uma parábola sobre o bom apascentador, disse: “Mas aquele que entra pela porta é o apascentador das ovelhas… as ovelhas ouvem a Sua voz, e chama pelo nome às suas ovelhas.” (Jo 10:2 e 3).

E ainda falando sobre o pão enviado pelo ETERNO: “Pois o pão do ETERNO é aquEle que desce do céu e dá vida ao mundo.” (Jo 6:33).

Em suma, quando Cristo profere discurso na terceira pessoa do singular falando sobre a Verdade, a água Viva, o bom Apascentador, o pão do ETERNO, e outros símbolos, na Verdade está falando sobre Si mesmo! Certamente isto você já compreendia, nestes textos; e perguntamos, porque AQUI sobre o parákletos você não "compreende" (aceita)?

Então por que no caso do Consolador (parákletos) Cristo utiliza a palavra “outro”??? Mas, convém lembrar que nem sempre a palavra “outro” refere-se literalmente a uma terceira pessoa. A palavra “outro” pode ter um sentido simbólico, já que está inserida num contexto repleto de símbolos! Veja um exemplo em que a palavra “outro” também tem sentido simbólico: “O espírito do Criador se apossará de ti (Sha'ul), e profetizarás com eles, e tu serás mudado em outro homem… Sucedeu, pois, que, virando-se ele para despedir-se de Shamu'ul, UL lhe mudou o coração; e todos esses sinais se deram naquele mesmo dia.” (I Sm 10:6 e 9).

Sha'ul se transformou literalmente em outro homem? Não! Era o mesmo Sha'ul, a mesma pessoa, mas agindo de outra forma. Neste sentido ele foi outro, num sentido figurado, simbólico! Semelhantemente, o Consolador é o próprio Cristo, mas atuando de outra forma; não mais em carne, mas agora espiritualmente; de modo onipresente.

A intenção de Cristo era dizer que Ele mesmo viria em espírito para ser o parákletos dos seus discípulos. Todo o contexto deixa isto muito claro. Cristo nunca deixou seus discípulos com dúvidas. O Mestre usava símbolos, figuras e parábolas, mas em seguida, para evitar más interpretações, Ele afirmava literalmente o que havia dito em símbolos. Não foi diferente nesta ocasião.

Após dizer no verso 16 “ele vos dará outro Consolador” (mensagem figurada ou de modo figurado), Cristo afirmou no verso 18 “Não vos deixarei órfãos, voltarei para vós outros.” (mensagem literal indicando que quem viria era Ele mesmo; ou ficou a promessa de um outro MAIS Ele próprio?).

Dez versos para frente o mesmo paralelismo “Simbólico X Literal” se repete: No verso 26 Cristo diz simbolicamente: “Mas o Consolador, o "Espírito Santo", a quem o Pai enviará em Meu Nome, esse vos ensinará todas as coisas”. Mas, vamos ler esta mesma passagem e uma escritura unitariana, para ver se a confusão persiste: Mas, YAOHU’ABI mandará hol’Mináokhem (Conselheiro) em meu Shuam (Nome); esse Mináokhem – é como virei; hol’kodshua RUK’HA (o santo Espírito) – vos ensinará muitas coisas e vos relembrará tudo o que Eu vos tenho dito.

Já no verso 28 Cristo repete a mensagem de forma literal: “Vou e volto para junto de vós.” A palavra do ETERNO é fantástica! Os símbolos e parábolas são sucedidos por explicações e mensagens literais.

Quem Enviará o ESPÍRITO? O Pai ou o Filho?

Em Jo 15:26 - o discurso continua - encontramos a terceira menção da palavra parákletos (Consolador): “Quando vier o Consolador (parákletos), que Eu da parte do Pai vos enviarei, o espírito da Verdade, que procede do Pai, Ele testificará de Mim” (Jo 15:26).

Novamente no capítulo 15, o parákletos é chamado de espírito da Verdade. Nossa tendência, como pessoas pesquisadoras, é comparar este verso com os anteriores. Então surge naturalmente a questão: Quem enviará o Consolador? O Pai ou Yaohushua?

Numa primeira leitura o texto parece conter alguma ambiguidade. Cristo enviará o Consolador, mas o Consolador será enviado “da parte do Pai”; o espírito da Verdade “que procede do Pai”, afirma Yaohushua.

Na realidade esta dualidade já estava presente no verso 26 do capítulo anterior. Em Jo 14:26 quem envia o Consolador é o Pai; em Jo 15:26 quem envia o Consolador é Yaohushua. Como explicar esta aparente contradição?

O verbo grego equivalente ao “proceder”, utilizado em Jo 15:26, é ekporeuomai. O espírito da Verdade procede (ekporeuomai) do Pai. O significado deste verbo no original é sair ou partir de dentro de. O verbo ekporeuomai é utilizado também nos seguintes versos com exatamente o mesmo sentido original (partir de dentro, do interior de):

“Não só de pão viverá o homem, mas de toda palavra que procede (ekporeuomai) da boca do ETERNO.” (Mt 4:4)

“O que sai (ekporeuomai) do homem, isso é o que o contamina.” (Mc 7:20)

“Então vi sair (ekporeuomai) da boca do dragão, da boca da besta e da boca do falso profeta três espíritos imundos semelhantes a rãs.” (Ap 16:13)

Em Jo 15:26 o verbo ekporeuomai indica que o espírito da Verdade sai, ou parte de dentro (do interior) do Pai. Isso enfraquece a teoria quem defende o espírito da Verdade (parákletos) como uma terceira pessoa, independente do Pai e do Filho. O espírito do ETERNO está dentro do ETERNO e não fora dEle. De dentro do ETERNO o espírito emana para os seus filhos, através de Seu Filho [comprovando a sua filiação] . E, portanto, com a permissão do Pai, Yaohushua VOLTARIA novamente [Jo 20:17]; agora em espírito onipresente!

Jo 16 – “Convém que Eu vá”

“Convém que eu vá, porque se Eu não for, o Consolador (parákletos) não virá para vós; mas se Eu for, Eu vos enviarei.” Na ESN - Escrituras Sagradas segundo o Nome; EUC (Edição Unitariana Corrigida by CYC): Mas, a verdade é que melhor vos será que eu me vá, porque se eu não for, não virá hol’Mináokhem (Rukha Yaohu’shua). Se eu for, poderei voltar a vocês (em espírito onipresente) - Jo 16:7.

A Bíblia deixa claro que o espírito do ETERNO já atuava entre os homens, através do nosso Criador, Yaohushua [desde o VT - cf. I Co 10:1-4]. Será que o Consolador, também chamado de "Espírito Santo", não estava atuando entre os homens enquanto Yaohushua estava na terra? Sim, atuava

Lc 2:25, sobre Simeão, afirma que “o "Espírito Santo" estava sobre ele”. “Movido pelo espírito foi ao templo” (vs. 27).

Em Lc 1:15, o anjo disse a Zochar'yah (corrompido para Zacarias) que seu filho, Yaohu'khanan, o imerssor, seria “cheio do "Espírito Santo", já desde o ventre de sua mãe”. Lc 1:41 afirma que a mãe de Yaohu'khanan, “Oliza’bohay (corrompida para Isabel) ficou cheia do 'Espírito Santo'”. Sobre seu pai, Zochar'yah, a Bíblia também afirma que ficou “cheio do 'Espírito Santo'” (Lc 1:67).

A atuação do "Espírito Santo" é anterior à encarnação de Cristo. Mc 12:36 afirma que “Dao'ud falou movido pelo 'Espírito Santo'” (ver também Atos 1:16). “Bem falou o "Espírito Santo" aos vossos pais pelo profeta Yahshua'yaohuh” (Atos 28:25). Além disso o Velho Testamento relata a manifestação do espírito do ETERNO sobre várias pessoas. Porém note que ali, sempre era a presença espiritual do nosso Criador, Yaohushua [I Co 10:1-4 cf. Ex 23:21].

Por que, então, Yaohushua afirmou que Ele enviaria o parákletos apenas após sua partida?

Para responder à esta pergunta devemos novamente recorrer ao contexto, ou seja, ao início do capítulo. A chave está no verso 6 do capítulo 16. O coração dos discípulos se encheu de tristeza quando Cristo afirmou que iria para aquEle que O enviara; o Pai. O objetivo de Cristo era consolar seus discípulos com a promessa do parákletos. A promessa deveria soar da seguinte forma aos ouvidos dos discípulos: “Não estarei mais com vocês em carne, mas assim que Eu partir (corporalmente), estarei convosco em espírito, ou seja, no mesmo pneuma (espírito) que estive até agora, estarei com vocês”!

Sha'ul, certa ocasião, usou uma figura de linguagem semelhante: “Porque ainda que eu esteja ausente quanto ao corpo, contudo em espírito estou convosco, regozijando-me, e vendo a vossa ordem e a firmeza da vossa fé em Cristo” (Cl 2:5).

É evidente que Sha'ul usa uma figura de linguagem [que certamente você nunca duvidou], pois ele não era onipresente: não poderia estar fisicamente em um lugar e seu espírito em outro. Cristo também estava utilizando figuras e simbolismos neste discurso. Ele mesmo admitiu a utilização de discurso simbólico neste contexto:

“Disse-vos estas coisas por figuras; vem a hora em que não vos falarei mais por figuras, mas abertamente vos falarei acerca do Pai”  (Jo 16:25).

É neste sentido figurado que o parákletos (ou "Espírito Santo" ou Messias) é prometido apenas para após a Sua ascensão. Não faria sentido Cristo dizer que estaria com os Seus discípulos em espírito se Ele já estava com os discípulos, em carne.

Jo 16 – “Não Falará de Si mesmo”

Ainda no mesmo contexto, falando sobre o parákletos, Yaohushua disse:

“Quando vier, porém, o espírito da Verdade, Ele vos guiará a toda Verdade; porque não falará por si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido, e vos anunciará as coisas que hão de vir” (Jo 16:13).

Novamente o Mestre Yaohushua repete sobre o parákletos o que já havia dito em Jo 14:17; que o parákletos é o espírito da Verdade. Jo 16:13 também afirma que este “espírito da Verdade” não falaria de si mesmo. Ora, essa característica de não falar de si mesmo é conhecida daqueles que lêem o evangelho. Sobre quem foi dito várias vezes que não falava de si mesmo?

Como vimos, o espírito da Verdade é o próprio espírito de Yaohushua e este declarou várias vezes que não falava de si mesmo: “Porque Eu não falei por Mim mesmo; mas o Pai, que Me enviou, esse Me deu mandamento quanto ao que dizer e como falar” (Jo 12:49).

“Não crês tu que eu estou no Pai, e que o Pai está em mim? As palavras que Eu vos digo, não as digo por Mim mesmo; mas o Pai, que permanece em Mim, é quem faz as suas obras” (Jo 14:10).

“Se alguém quiser fazer a vontade do ETERNO, há de saber se a doutrina é dEle, ou se Eu falo por Mim mesmo.” (Jo 7:17).

“Muito tenho que dizer e julgar de vós. Mas aquEle que Me enviou é verdadeiro, e o que dEle ouvi digo ao mundo.” (Jo 8:26).

“Quem não me ama, não guarda as minhas palavras; ora, a palavra que estais ouvindo não é minha, mas do Pai que me enviou.” (Jo 14:24).

“Pois lhes dei as palavras que Tu Me deste, e eles as receberam. Verdadeiramente conheceram que sai de Ti, e creram que Me enviaste” (Jo 17:8).

A mensagem de Cristo não teve origem nEle, mas em Seu Pai. Cristo deixou este fato bastante claro como pudemos confirmar nestes versos. Cristo não falava por Si mesmo. Por que então a mensagem do “espírito da Verdade” (que é o Messias) deveria ter origem em Si mesma? A origem da verdade está no ETERNO, o Pai; e estas palavras de Verdade foram transmitidas a nós através do Seu Filho, Unigênito; quando estava entre nós, e hoje tais palavras são transmitidas espiritualmente (pneuma) quando lemos as Escrituras e conhecemos o Parákletos. portanto, os textos bíblicos enfatizam qual é a origem das palavras da Verdade: o Pai. Esta semelhança entre as características do parákletos e de Cristo, não deixa dúvidas. O parákletos é o próprio Messias; não falando de Si mesmo, mas transmitindo as palavras [que ouvira] do Pai - Jo 15:15. O parákletos não é uma terceira pessoa de uma suposta trindade!!!

Vejamos a sequência do capítulo 16: “Ele Me glorificará porque há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar” (Jo 16:14). Há três informações neste verso:

(1) “Ele Me glorificará”

(2) “Ele há de receber do que é Meu”

(3) “Ele vo-lo há de anunciar”.

A questão é: Quem é o “ele” do verso 14? Sobre quem Yaohushua está falando? Sobre o parákletos? Sobre Seu próprio espírito? Sobre o Pai? Ou sobre uma terceira pessoa da trindade? Quem é o “ele” de Jo 16:14? A resposta está no verso seguinte: “Tudo o que o Pai tem é Meu. Por isso vos disse que há de receber do que é Meu, e vo-lo há de anunciar.” (Jo 16:15).

É evidente que Cristo está falando a respeito do Pai nos verso 14 e 15. O verso 14 tem muita semelhança com o verso 15. Pare por alguns segundos e note as semelhanças. É incontestável que o verso 14 refere-se ao Pai, pois Este é Quem glorifica o Filho.

“Assim também Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas O glorificou aquEle que lhe disse: Tu és Meu Filho, hoje Te gerei.” (Hb 5:5).

O próprio Cristo admitiu que não poderia glorificar-se a Si mesmo, mas que o Pai O glorificaria: “Respondeu Yaohushua: Se Eu Me glorificar a Mim mesmo, a Minha glória não é nada; quem Me glorifica é Meu Pai, do qual vós dizeis que é o vosso Criador” (Jo 8:54).

A Bíblia mostra que a glorificação é um ato bilateral entre o ETERNO e o Seu Filho. O Pai glorificou o Filho e o Filho glorificou ao Pai, através de suas obras: “Depois de assim falar, Yaohushua, levantando os olhos ao céu, disse: Pai, é chegada a hora; glorifica a Teu Filho, para que também o Filho Te glorifique… Eu Te glorifiquei na terra, completando a obra que me deste para fazer. Agora, pois, glorifica-me Tu, ó Pai, junto de Ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse.” (Jo 17:1, 4 e 5).

Nota de oCaminho: É impressionante a imensa quantidade de passagens bíblicas que nos mostram a presença do Pai e do Filho juntos; de modo que, mesmo em uma Bíblia trinitariana [como as "almeidas"] tanto o trinitarianismo quanto o modalismo perdem a sustentação... Portanto, mesmo em uma bíblia corrompida [paganizada] é possível encontrar a Verdade unitariana...

Cristo, falando sobre si mesmo, afirmou: “Também o ETERNO O glorificará em Si mesmo, e logo O há de glorificar” (Jo 13:32).

Por que Yaohushua interrompe Seu discurso sobre o parákletos e fala sobre a glória que receberá do Pai nos versos 14 e 15? Ora, a concessão do Messias em Sua plenitude não ocorreria imediatamente após a ascensão de Cristo, mas estava condicionada à Sua glorificação. Se Cristo não recebesse de volta a Glória que tinha antes da encarnação, continuaria despido dos atributos da divindade; principalmente a onipresença. Se não, como então poderia estar ao mesmo tempo em todo o mundo e em todo o tempo? Por isso a ordem natural dos fatos deveria ser obedecida: Em primeiro lugar Cristo deveria ser Glorificado pelo Pai [Jo 20:17]; posteriormente Cristo voltaria em espírito (parákletos); como vimos alguns dias depois, no Pentecostes.

“Quem crê em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva. Ora, isto Ele disse a respeito do espírito que haviam de receber os que nEle cressem; pois o espírito ainda não fora dado, porque Yaohushua ainda não tinha sido glorificado” (Jo 7:38 e 39).

Fica então evidente a razão de Cristo ter inserido em Seu discurso um comentário parentético sobre Sua glorificação (versos 14 e 15). Cristo precisaria voltar para o Pai, ser Glorificado, e depois voltar espiritualmente (em pneuma). Com isto em mente, fica mais simples entender o verso seguinte, o verso 16: “Um pouco, e não Me vereis, e um pouco ainda e Me vereis” (Jo 16:16).

Temos neste verso uma clara menção ao breve período de tempo que Yaohushua permaneceria ainda pessoalmente (em carne) com os seus discípulos e depois subiria ao Pai (“um pouco e não me vereis”). O verso conclui falando sobre o breve período em que Cristo deveria receber de volta a Glória da divindade [Fl 2:6] restaurando, logo em seguida, a Sua presença espiritual (“e um pouco ainda e me vereis”).

Não há dúvidas, o parákletos prometido por Cristo é Ele mesmo, em espírito! Yaohushua foi nomeado pelo ETERNO como nosso Sumo Sacerdote nos céus, para que pudesse ministrar a nós o poder necessário para confessá-Lo como nosso Mestre, na Terra.

O poder do ETERNO é a nós ministrado através de Yaohushua. Por isso a Palavra do ETERNO nos diz que a graça nos é dada da parte do ETERNO e do Mestre Yaohushua: “..graça e paz a vós outros, da parte do ETERNO Pai e do Mestre Yaohushua, Cristo” (II Ts 1:2).

A Palavra do ETERNO afirma que o "Espírito Santo", o Consolador prometido, que nos fortalece para resistir e vencer as tentações do diabo, provém do Pai; mas é Yaohushua quem "o envia": “Quando, porém, vier o Consolador, que Eu vos enviarei da parte do Pai, o espírito da verdade, que dEle procede, esse dará testemunho de Mim;” (Jo 15:26).

Note com que clareza Yaohushua descreve que o Consolador procede do Pai em mais esta figura de linguagem: “…o Consolador… da parte do Pai… que dEle procede…” (Jo 15:26).

Note também que com igual clareza Yaohushua se posiciona como aquEle que enviaria o Consolador, o espírito da Verdade, para nós: “…o Consolador …que Eu vos enviarei” (Jo 15:26).

Quando Yaohushua ascendeu ao Céu, foi nomeado Sumo Sacerdote para nos auxiliar a vencer o pecado e assim ministrar a nós através do "Espírito Santo", o Pai [rukhá YAOHUH Jo 4:24], quando O pedíssemos; na medida da nossa necessidade. A Palavra do ETERNO afirma que Yaohushua recebeu do "Espírito Santo" o poder do Pai e O ministrou aos apóstolos: “A este Yaohushua, o ETERNO ressuscitou; do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra do ETERNO, tendo recebido do Pai a promessa do "Espírito Santo", derramou isto que vedes e ouvis”. (Atos 2:32,33).

Embora a Palavra do ETERNO por vezes mencione muitas vezes as expressões “Cristo”, juntamente com a expressão “espírito do Pai”, só podemos entender que a expressão “Cristo” refira-se ao fato de que é através de Cristo que o espírito é enviado a nós; pois a Palavra afirma claramente que a todos é dado a beber de “um só espírito”: “E a todos nós foi dado beber de um só espírito” (I Co 12:13).

Se a Palavra do ETERNO afirma que “há um só espírito”, concluímos que este é aquele que esta mesma Palavra afirma proceder do Pai. O Criador não é um Criador confuso; se diz que há “um só” espírito, não queria que entendêssemos que há dois Espíritos, um do Filho e um do Pai, ou três (para os trinitarianos). “Um só” quer dizer “um só”, não dois ou três. Mas, note que contextualmente falamos de modos de agir e não de "pessoas".

E se é um espírito que procede do Pai, como a Palavra mesma afirma, este não é uma pessoa que existe por si mesma, como os trinitarianos pretendem. O espírito é dado a beber aos crentes para que eles permaneçam em obediência à Palavra do ETERNO; e estará disponível a nós, que cremos, sempre que o peçamos... Amnao!

Com isto em mente, indicamos estes estudos a seguir:

O Messias: Homem ou Deus?

Podemos Adorar à Yaohushua?

Trindade - Doutrina pagã ou Bíblica?

Quem tem ouvidos para ouvir, OUÇA!

Referências:
Livro “A Igreja dos Primeiros Três Séculos”, do Dr. Alvan Lamson
Livro “The Theology of Tertullian (A Teologia de Tertuliano)”
Livro “Gramática Elementar da Língua Hebraica”, de Hollenberg & Budde
www.present-truth.org/
averdadeacimadetudo.tripod.com/VolumeI.htm
Enciclopédia Britânica
Enciclopédia da Religião – Canney

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