SHEMA YSRAEL, YAOHUSHUA ELOHENU UL, YAOHUH  ECHAD! Dt 6:4.

Escuta Yaoshor'u! Yaohushua é o nosso Criador; o Eterno é um Só!

Levítico 11 ainda é para nós, yaoshorul’itas?

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Há pessoas tão endurecidas que não têm sequer consciência dos seus erros; outras são tão sensíveis que a cada momento estão se policiando e choram com o pensamento de que podem ou tenham cometido algum pecado.

 

COMEI DE TUDO QUANTO SE VENDE NO AÇOUGUE

Textos acessórios: I Co 8:9; 10:28 e 29; 8:7, 10-13.

“Os princípios dietéticos de Levítico 11, juntamente com outros regulamentos sanitários e de saúde, foram planejados por um sábio CRIADOR, a fim de promover saúde e longevidade. Baseados como são na natureza e nas necessidades do corpo humano, tais princípios de modo algum poderiam ser afetados pela cruz ou pelo desaparecimento de Yaoshor’ul como nação. Princípios que contribuíram para a saúde 3.500 anos atrás, produzirão os mesmos resultados hoje”. – The Seventh-Day Bible Commentary, Vol. 1, pág. 757.

Antes do dilúvio, a média de vida foi de 900 anos, e após o dilúvio não superou os 200. Terá sido influência do regime alimentar?

                       Comida dos homens antes do dilúvio: Cereais, legumes, frutas e nozes (Gn 1:29).

                       Comida dos animais antes do dilúvio: Ervas verdes (Gn 1:30).

 

ANIMAIS QUE ENTRARAM NA ARCA DE NOÉ:

Essa pode parecer uma pergunta boba, e que você já pensa saber a resposta. Aprendemos desde cedo (e nossos filhos já aprenderam) que foram UM CASAL de cada espécie... Mas as coisas não são bem assim. Quero lhe mostrar algo que talvez você nunca tenha percebido na sua própria Bíblia Sagrada (afinal, vc não tem o costume de conferir, não é? At 17:11)... Vamos lá ler:

Bereshiyt 7

1-2Finalmente chegou o dia em que UL disse a Nokh: Entra na embarcação com toda a tua família, porque, de toda a humanidade, tu és o único ser reto que encontrei. Faz também entrar os animais, dois de cada, macho e fêmea, exceto daquelas espécies limpas que escolhi para serem comidos como sacrifício; desses toma sete pares de cada espécie. 3Das aves farás entrar igualmente sete pares reprodutores. Assim se poderá manter viva cada espécie de vida após a cheia.

Limpos = 7 casais (Gn 7:2)

                Para se oferecer sacrifícios (Gn 8:19 e 20).

                Para alimento do homem (Lv 11; Dt 14).

Imundos = 1 casal (Gn 7:2)

Apenas para preservação da espécie, que é o suficiente no desempenho da função [lixeiros do mundo, devido à entrada da morte] para que foi criado.

Antes do dilúvio [1.500 anos após a Criação), Nokh já conhecia a distinção entre animais limpos e imundos (Gn 7:2, 3 e 8; 8:20). Daí o pressuposto que tal conhecimento provém de tempos bastantes remotos, bem como nos dá a certeza absoluta de que só os animais limpos eram oferecidos em sacrifício e, posteriormente, admitidos como alimentos... PORTANTO, Lv 11 não é somente para os judaicos e, por ser uma Lei dada a Mehu'shua, foi "cravado" na cruz...

 

ANIMAIS LIMPOS E IMUNDOS

O Criador sempre zelou do Seu povo, sempre quis o melhor para o Seu povo, sempre cuidou da saúde do Seu povo. Não permitiu que Seu povo se contaminasse com todos os tipos de carne... Logo, o Criador providenciou a separação dos animais que podiam e dos que não podiam ser usados na alimentação..

Seria irônico dizer que as carnes de paca, porco, anta, peixe pintado (que não tem escamas)… não tem bom sabor (sinta o cheiro quando estão sendo preparadas). Porém, mais importante do que comer aquilo do qual o Criador disse: Não comas (é exatamente fazer a vontade do Criador), é obedecer e não questionar, sem se levantar contra o Criador perguntando: Por que não posso comer?

Todos dizem ao orar o Pai Nosso: Seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu (Mt 6:10), mas na prática nem todos aceitam obedecer ao Criador.

É comum as pessoas dizerem que isso é "lei de Mehu'shua" [como se ele tivesse escrito alguma lei; a Lei foi DADA pelo Criador a Mehu'shua], sendo mais uma desculpa para não obedecerem ao Criador ou simples falta de conhecimento. Quinhentos a seiscentos anos antes de Moisés o Criador disse a Noé: de todo animal limpo tomarás para ti sete macho e sua fêmea, mas dos animais que não são limpos tomarás dois macho e sua fêmea (Gn 7 e 8). Isto nos deixou claro que o conceito de animais limpos e imundos já era conhecido.

Dizer que a doutrina da abstinência é "lei de Moisés" é negar ao Criador com Sua sapiência... Seria mais fácil dizer que é "lei de Noé", porque veio primeiro a Noé a ordem de não comer carnes de animais imundos, no entanto, a ordem veio do Criador e não do homem!

O ETERNO não aceitou que fossem oferecidos animais imundos a Ele (Gn 8:20). O Criador ainda recomenda: Vós vos santificareis e sereis santos, porque eu sou santo e não contaminareis as vossas vidas por nenhum réptil que se arrasta sobre a terra (Lv 11:44).

1- O Criador separou os animais que serviriam de alimento e pediu a Seu servo que falasse ao povo. Que palavras foram dirigidas a esse povo antes de receber a lista com os nomes dos animais que poderiam e que não poderiam comer?

R: Dt 14:2 - És povo santo ao Criador, o ETERNO vos escolheu entre todos os povos. És povo próprio do Criador.

Sendo assim, se houver outro povo, que come de tudo, esse não é um povo escolhido pelo Criador, porque ao povo escolhido o Criador disse: nenhuma abominação comereis (v. 3).

2- Que animais compõem a lista dos animais limpos e imundos?

R: Lv 11:3-8 / Dt 14: 4-20

O Criador separou um povo entre todos os povos da terra, e a este povo o Criador disse: São estes os animais que comereis: o boi, a ovelha, a cabra, a gazela, a corça, a cabra montês, o antílope, o búfalo e o gama. Todo animal que tem unhas fendidas, divididas em duas, que rumina, entre os animais, isso comereis.

Pra não deixar dúvidas o Criador esclarece sobre os que somente remoem, mas não tem unhas fendidas ou vice-versa: o camelo, a lebre, o coelho imundos vos serás porque remoem mas não tem unhas fendidas. O porco porque tem unhas fendidas, mas não remói, imundo vos será, não comereis da carne deste e não tocareis no seu cadáver.

Então, o povo santo, separado pelo Criador está autorizado a comer de todos os animais que tenham unha dividida  e que rumina.

OBS: Naqueles dias era muito mais fácil dizer "pode" e não pode" e o povo obedecia... HOJE, o povo exige lógica! Quer lógica? Veja, o intestino dos animais imundos - criados para consumirem a morte - é extremamente curto (cerca de 1,5m) e sendo assim, consomem rapidamente os dejetos, indo para suas carnes toda a imundícia. Já nos animais limpos, seus intestinos tem cerca de 14m (10 vezes mais que os imundos) e assim, a sua digestão é extremamente lenta (por isto ruminam e assim, todas as toxinas são eliminadas e somente o "bom" é retido [aqui não foi aplicado II Ts 5:21?].

3- O que mais fazia o povo que não aceitou as recomendações do Criador, que posição eles buscavam na sociedade e o que eles representam para o Criador?

R: Is 65:4-5

Além de comer carne de porco, sentam-se nas sepulturas, outros se isolam durante a noite, outros se servem em seus pratos de coisas abomináveis e na sociedade se julgam mais santos. Em alguns casos proíbem os jovens de namorar e casar com pessoas de denominações que defendem e pregam os dez mandamentos. Mas estes são como uma fumaça nas narinas do Criador, como fogo que arde todos os dias (v. 5).

Sha'ul diz que somente os infiéis comem de tudo (I Co 10:27). Ele deixa claro que você não é obrigado a aceitar o convite de um infiel para almoçar na casa dele. Sha'ul diz: Se quiserdes ir, comei de tudo, mas se alguém te avisar: ‘isso foi sacrificado a ídolos’, não coma (v. 20). Não vos deixe enganar por doutrinas estranhas, bom é que o coração se fortifique com a graça e não com alimentos que não trazem proveito nenhum aos que com eles se preocupam (Hb 13:9). Até porque os que comem coisas abomináveis ficarão de fora e não entrarão no reino do Criador (Ap 21:8). Por isso, Sha'ul fala: “Amados, purificai-vos de toda a imundícia da carne” (II Co 7:1).

Mesmo assim existem aqueles que dizem: eu como porque um anjo mandou Pedro [Kafos] matar os animais imundos e comer (Atos 10:13). O que estes não ensinam é o que Kafos respondeu: De modo nenhum, Criador, porque nunca comi coisa alguma comum ou imunda (v. 14). O anjo respondeu e é verdade: Não faças tu comum ou imundo aquilo que o Criador purificou (v. 15). Mas no v. 28 Kafos já tinha entendido que o anjo falava do homem, que mesmo sendo um gentio, Kafos deveria ensinar a amá-los.  E até o v. 48 ele fez exatamente o que o anjo pediu. No v. 28 Kafos fala aos convidados de Cornélio: Varões galileus, vós bem sabeis que não é lícito um varão judeu se ajuntar ou se chegar a estrangeiro, mas o Criador mostrou-me que a nenhum homem chameis comum ou imundo. Logo, Kafos ENTENDEU - e vc insiste em não entender; conveniente não? -  a visão. E por isto, até hoje existem aqueles que estão se lambuzando na imundícia, amuletando-se na visão de Kafos. O que seria do homem se Yaohu'shua tivesse purificado o porco e não o homem?

Mas dou graças ao ETERNO por Yaohu'shua, nosso Criador e Redentor, tenha vindo salvar o homem que se havia perdido (Lc 19:10; Mt 18:11; Mt 1:21) e não salvar os porcos (Mt 8:31-32).

4- Até quando esse povo vai insistir em desobedecer ao Criador comendo entre outras abominações a carne do porco?

R: Is 66:15-17

Até a Sua vinda, porque o texto deixa claro: “O Criador virá em fogo, vai tornar a Sua ira em furor e vai repreender com chamas de fogo, e com fogo e com a Sua espada entrará o Criador em juízo, e serão multiplicados os mortos do Criador. O v. 4 diz que são inimigos do Criador e o v. 17 diz que são os que comem carne de porco e abominações e rato [anta, capivara, etc, são parentes], juntamente serão consumidos. De maneira nenhuma podemos afirmar que isso é de Mehu'shua, porque o profeta Yashua'yah completa: Diz o Criador!

5- Quais foram as recomendações do apóstolo Sha'ul à igreja de Corinto em relação as coisas imundas?

R: II Co 6:17-18; Lv 11:26

Sai do meio deles e não toque nada imundo e eu vos receberei. E eu serei para vós Pai e vós sereis para mim filhos e filhas, diz o Criador Todo-poderoso. Entendemos ai que o profeta Yashua'yah e o apóstolo Sha'ul, mesmo vivendo em tempos diferentes e distantes um do outro, andavam no mesmo Caminho, no Caminho do ETERNO, Yaohu'shua.

6- Quem são os inimigos da cruz de Cristo, ou seja, do evangelho de Yaohu'shua?

R: Fl 3:18-19

A perdição é o fim dos inimigos de Cristo, porque o "criador" deles é seus estômagos; mas por fim serão envergonhados, porque o profeta Zochar'yah (Zc 9:4-7) diz que eles serão despojados, destruídos e consumidos pelo fogo. O v. 7 diz: da sua boca tirarei o sangue (para se cumprir o que o Criador disse em Lv 17:11) e dentre os seus dentes as abominações (para se cumprir o que o Criador disse em Is 66:17, que diz: os que comem carne de porco e rato serão consumidos, diz o Criador).

7- Por que esse povo insiste em comer as carnes imundas?

R: Ez 22:26

O Criador fala que os sacerdotes desse povo transgridem a Sua Lei, profanam as Suas coisas santas e não fazem diferença entre o santo e o profano e não discernem o imundo do puro e assim sou profanado no meio deles. Por esta razão este povo mal dirigido - seguem seus líderes - continua comendo coisas imundas e se contaminando, contrariando a vontade do Criador.

8- Quem desejou os porcos no Novo Testamento?

R: Mt 8:31

Os demônios não ousariam pedir permissão a Yaohu'shua para entrarem em ovelhas ou gado. Não devemos acreditar que foi apenas coincidência. Coisa imunda era tudo que os demônios queriam ao sair dos homens que Yaohu'shua libertou.

9- Que recomendação fez o anjo do Criador à mulher de Manoá?

R: Jz 13:2-4, 7

Não bebas vinho, nem bebidas fortes, nem comas coisas imundas. Essas recomendações para a mulher de Manoá foi para que ela respeitasse o menino que veio para fazer a vontade do Criador e não podia ser contaminado porque ele seria nazireu do Criador, ou seja, até a sua morte estaria a disposição do Criador (v. 7). Ao contrário de alguns, hoje, que dizem ser profetas e se alimentam de todos os tipos de imundícia - lembra-se da 'profetiza' dos da IASDs? Até ostras consumia...

Quem do imundo tirará o puro? Ninguém (Jó 14:4).

 

REFUTANDO AS CONTESTAÇÕES:

Agora, estudaremos um verso que, isolado do contexto, tem trazido uma mensagem equivocada e muitos dissabores. É da lavra paulina e diz:

I Coríntios 10:25 - Comei de tudo quanto se vende no açougue...

Assim, aqueles que não comparam os textos a fim de descobrir a Verdade que o apóstolo queria ensinar retiram de lá este verso, fecham a Bíblia, e pronto. Estão, segundo pensam, livres para comer tudo que exista no açougue: Batráquio, molusco gastrópode, ofídios, répteis, etc. E nessa disposição intolerável, pensam ficar com a consciência tranquila, pois quem autorizou foi Sha’ul.

Alto lá! Sha’ul jamais poderia ensinar tal aberração, pois se assim agisse, lançaria por terra a própria Palavra do ETERNO, e ele mesmo estaria cometendo tremenda contradição, haja vista ter advertido aos coríntios também:

I Co 10:20 - Antes digo que as coisas que os estrangeiros sacrificam, as sacrificam aos demônios, e não quero que sejais participantes com os demônios.

Então, deve-se analisar com cuidado esta "compra do açougue"? Certamente que sim!

A discrepância no aparente sincretismo paulino não está na letra, mas no apetite desregrado de muitos cristãos que estão se preparando para o Reino (será?).

Sim, porque na realidade, só a primeira parte de I Co 10:25 é focada no sentido da pseudo-autorização para se consumir animais imundos, proibidos pelo CRIADOR; porém, ater-se apenas a esta parte do verso, sem concluí-lo, desfigura-se a mensagem do apóstolo. O verso 25 de I Co 10 diz na sua segunda parte:

...Sem perguntar nada, por causa da consciência.

Observe a enfática paulina: - Por causa da consciência! A partir daí, as coisas mudam de figura e o soar da buzina já tem mais notas. O problema, portanto, não é o da comida em si, mas da consciência de alguém.

Antes de prosseguirmos, convidemos o apóstolo Sha’ul a se apresentar para nós:

Atos 22:3; Fl 3:5 e 6; Atos 26:4 e 5 [não se esqueça de Rm 11:1]

- Quanto a mim, sou varão judaico, nascido em Tarso da Cilícia, e nesta cidade criado aos pés de Gamali'ul, instruído conforme a Verdade da lei de nossos pais, zelador do ETERNO, como todos vós hoje sois ...circuncidado ao oitavo dia, da linhagem de Yaoshor’ul, da tribo de Beniamim, hebreu de hebreus, segundo a lei fui fariseu, segundo o zelo, perseguidor da igreja, segundo a justiça que há na lei, irrepreensível... A minha vida pois, desde a mocidade, qual haja sido, desde o princípio, em Yah’shua-oléym, entre os da minha nação, todos os judaicos o sabem, sabendo de mim desde o princípio (se o quiserem testificar), que, conforme a mais severa seita de nossa religião, vivi fariseu.

Seria portanto inacreditável achar que Sha’ul, zeloso como se diz, hebreu de hebreus, fariseu de fariseus, consumisse ou autorizasse a alguém comer carnes imundas. Jamais! Isso nunca passou em sua cabeça. Então, como entender tal verso? Simples. A própria Bíblia, pelo santo Espírito [Yaohu’shua], traz a solução para o problema, quando comparados os textos no sentido de ver-se aflorar a Verdade ensinada.

Uma coisa que não é mistério para nenhum cristão é que, ao ser criado o homem, sua comida era puramente vegetal. Antes do dilúvio, dentro do plano original do CRIADOR, nenhum animal destruiria o outro para sua manutenção. E pelo menos durante 1650 anos aproximadamente, o homem não teve autorização para comer carne. Vindo porém o dilúvio, as águas, que levaram um ano e dez dias para baixarem (Gn 7:11 e 24; 8:3-14), exterminaram toda a vegetação; consequentemente o homem ficou sem alimento, e até que novamente plantasse para colher, o que comeria? Portanto, dadas as condições prevalecentes na Terra, o CRIADOR, como Lhe aprouve, decidiu permitir o homem alimentar-se de carne, porém, em Sua onisciência especificara quais deveria ou não comer...

Em Levítico 11, o CRIADOR reafimou que os animais que não tivessem unhas fendidas e não remoessem deveriam ser evitados. Por outro lado, Ele mencionou os nomes de alguns que jamais deveriam ser comidos pelo homem, entre eles, o porco (verso 7). Se houve a preocupação divina com este animal, é porque, sem contestação, ele é nocivo e tem que ser evitado.

A Verdade é que Sha’ul, ao afirmar – “comei de tudo quanto se vende no açougue” tinha absoluta certeza que a carne ali vendida era limpa, embora oferecida aos ídolos, fato que para o apóstolo não tinha relevância, pois seu conceito era de, o ídolo, nada é (I Co 10:19 - não é este o assunto desta passagem?), como de fato, nada é. Entretanto, é inegável que o escrúpulo por animais sacrificados não foi perdido quando o cristianismo foi introduzido entre os gentios [yaoshorul’itas, descendentes das dez tribos espalhadas por entre as nações]. Por conseguinte, havia irmãos que não tinham uma fé sedimentada, e tais cristãos se escandalizavam quando outros comiam aquela carne sacrificadas a ídolos [ficar receosos, indignado, é reconhecer a autoridade daqueles ídolos; hoje muitos se recusam a comer uma carne comprada em uma festa católica; estariam corretos?]. Por isso frisou Sha’ul com clareza meridiana: “por causa da consciência”. Que consciência? Lógico, a consciência do irmão mais fraco na fé. Assim, todos os cristãos poderiam comprar qualquer carne no açougue, porque ali só era vendida carne limpa, desde que, esta atitude, não ofendesse a consciência de um irmão de débil fé, que é nosso dever respeitar e conservar. A liberdade espiritual de um cristão esclarecido não pode tornar-se pedra de tropeço para os que são fracos na fé. I Co 8:9.

A prova insofismável que os idólatras sacrificavam animais limpos está no incidente ocorrido com Sha’ul e Barnabé na cidade de Listra, quando após ter Sha’ul curado um paralítico, o povo achou serem as divindades por eles adoradas, Júpiter e Mercúrio, e queriam sacrificar-lhes touros (Atos 14:12 e 13). E touro é limpo! Lv 11:3.

Um dos sábios daqueles tempos – Plutarco (46-120 d.Y.), morador em Corinto, relatou este fato de um jantar privativo, usando carne limpa:

“O cozinheiro de Ariston fez sucesso entre os convidados do jantar não só por causa de sua habilidade geral, mas porque o galo servido aos comensais, embora recém-abatido como sacrifício a Hercules, era tão macio como se fosse de um dia”. – Citado por Jerome Murphy – O’Connor, St. Paul’s Corinth, pág. 101.

De uma coisa não duvidemos: Sha’ul não deixa implícito neste texto (I Co 10:25), que a distinção entre carnes limpas e imundas tenha sido abolida. Tal assunto não está sob consideração. Na pauta está a debilidade da fé de alguém super-escrupuloso que, sendo um ser humano, também é alvo do sacrifício de Cristo, e assim merecia todo respeito e amor. Quando Sha’ul focaliza neste assunto a consciência super-escrupulosa, ele sabe que tal consciência evita constantemente fazer algo errado. Por isso deve-se respeitar o irmão e recebê-lo em comunhão, apesar de sua super-escrupulosidade. Consequentemente, o assunto sob análise é especificamente o comer carnes que possam ter sido sacrificadas aos ídolos.

Por isso [procurando um consenso] o Concílio de Yah’shua-oléym (Atos 15), determinou que os cristãos se abstivessem das carnes sacrificadas aos ídolos (Atos 15:29 - contradizendo Sha'ul?)...

Por conseguinte, à luz da razão, para entender o significado de tais problemas, há que se conceber em que ponto os cristãos gentios e judaicos estariam aptos a concordar em assuntos de consciência. - Alguns, como Sha’ul [ele era um gentio, uma vez que era da tribo de Beniamim), puderam rapidamente mudar da ‘escravidão’ cerimonial do judaísmo para a ‘liberdade cristã’. Outros não puderam abandonar assim tão rapidamente as convicções e práticas de uma vida inteira. Sha’ul absorveu de tal modo o cristianismo que, em certas ocasiões, dá a entender uma ampla liberdade, a ponto de chocar-se com o pensamento dos demais apóstolos. II Pe 3:15 e 16.

O tempo gradualmente se encarregaria de esclarecer a mente do irmão super-escrupuloso, porém, não lhe lancemos pedras, porque, para situar-se dentro de sua consciência, neste fato, basta que alguém compre uma galinha que foi apanhada de um sacrifício de macumba na encruzilhada, mande cozinhá-la e coma.

Experimente: Se você conseguir comer, conforme I Co 8:4: 10: 31, você é um cristão forte. Por outro lado, se esta carne não descer ao seu estômago, você é um cristão fraco e débil na fé. Eu jamais farei isso, porque sou um aficionado radical do naturalismo. E você, mesmo não sendo vegetariano, conseguiria comer?

Portanto, - fraqueza ou - debilidade na fé, inseridas neste contexto, e em toda esta narrativa, será medida pelo grau de conhecimento e maturidade cristã, estribando-se na afirmação de que o ídolo nada é! E, portanto, fraqueza ou debilidade não diz que VEGETARIANOS são fracos por não consumirem carnes; nada disto! Não fuja do contexto para impor suas idéias ou doutrinas!!!

Portanto, a preocupação paulina não era que fosse imunda ou limpa a carne, mas sim a consciência do cristão, porque é errado violar a consciência de alguém, principalmente quando ela está em desenvolvimento espiritual, ou se trata de uma consciência super-escrupulosa.

Pois bem, agora vamos falar de algo bem sério. Aceitar que Sha’ul não admite a separação de carne limpa e imunda, é concluir que o CRIADOR fala uma coisa no Antigo Testamento e outra no Novo Testamento, o que jamais pode ser crido.

O ETERNO é onisciente: O que disse, através de Seu Filho (o Verbo) nas primeiras páginas do Gênesis, reafirmou em todo o Pentateuco e nos demais profetas; confirmou nos evangelhos e ratificou nas epístolas e no Apocalipse. O profeta Yashua’yah diz claramente que quem come, conscientemente, carne de porco (imunda) não será salvo (Is 66:17; 65: 4). É chocante ler tal afirmação, porém está na Escritura, e mais: a escatologia bíblica indica claramente neste capítulo que ele é extensivo à Nova Terra (durante o Milênio), fato que se depreende dos versos 20 a 24, razão porque, confirma o profeta Yashua’yah, lá não estarão os que comem carnes imundas.

Yaohu'shua disse que há peixes imundos (Mt 13:47-48), e finalmente no livro de Apocalipse 18:2 lemos que a grande Babilônia - se tornou morada de demônios... e coito de toda ave imunda e aborrecível. Por conseguinte, a lei dietética de Levítico 11 é ampla, abrangente e clara em toda a Bíblia Sagrada, salientando que em cima, sobre e sob a Terra, existem seres imundos que não devem ser consumidos. Outrossim, não se pode proibir ninguém de comê-los, desde que o indivíduo decidiu comer {livre Arbítrio - Dt 30:19]. Uma coisa porém é certa: o CRIADOR proibiu!

Pode-se até citar outros versículos isolados, onde se queira crer que há liberdade de comer as carnes proibidas; mas cuidado, pensar assim é dizer que o CRIADOR Se desdiz. O CRIADOR não é um rei terreno ou um ser limitado. Há perigo em contestar a vontade divina.

Tal disposição leva-nos a admitir que o homem do Antigo Testamento possuía uma composição biológica diferente da do homem do Novo Testamento. Pois que lá era proibido comer carnes imundas, e franqueado no Novo Testamento.

– Sofreu mutações fisiológicas o organismo humano? Jamais!

Não há problema de ordem genética com o homem, ele é o mesmo desde a sua gênese, quando saiu das mãos do CRIADOR, composto de todos os óligos elementos da terra, lá (Antigo Testamento) e aqui (Novo Testamento).

Se tivesse havido evoluções ou mutações no sistema digestivo humano, ele não teria sido criado, como cremos, por um CRIADOR sábio e santo; mas, admitindo que tal aberração tivesse ocorrido, esta foi ao inverso, porque os homens do Antigo Testamento foram sempre mais longevos que os do Novo Testamento. Certamente isto é devido ao seu regrado regime alimentar, evitando as carnes proibidas pelo CRIADOR.

Sabe, irmão, para que não haja dúvidas, convidemos a maior autoridade deste Universo para resolver esta questão – Yaohu'shua hol’Mehushkyah. Preste atenção:

– Andava o CRIADOR pelas pradarias de Gadara (cidade greco-romana – Mc 5:1-20), quando com Ele deparou-se uma legião de demônios. Estes rogaram a Yaohu'shua que os enviassem para uma manada de porcos que por ali andava (vv. 12-13). O Mestre ordenou lançarem-se ao mar, e assim, dois mil porcos foram destruídos. Imagine, se cada porco pesasse por exemplo, 40 kgs; multiplicados pelos 2.000, teremos 80 toneladas de - carne que daria, sem dúvidas, para matar a fome de milhares de pobres da região.

De outra feita, o CRIADOR encontrava-se perto de Betsaida (Jo 6:1-5), quando os discípulos se deram conta que a multidão que durante todo o dia estivera com o Mestre, nada comera. Yaohu'shua então multiplicou 5 pães e dois peixes (Jo 6: 11), saciou a fome de 5.000 pessoas, e depois ordenou:

Jo 6:12 - ...recolhei os pedaços que sobraram, para que nada se perca.

Como é isso? Quem se atreveria a contestar o Salvador? Em uma ocasião ordena estragar 80 toneladas de carne, e noutra, manda recolher restos de pães e peixes, para não se estragarem? Sim, não é uma incoerência? Não, mil vezes não! Amados, o que temos de admitir é que porco nunca foi alimento. O CRIADOR criou o porco para uma função específica: Limpar a terra de sujeiras e imundícies da morte, como fazem o urubu sobre a terra e o camarão, o siri, o caranguejo, mexilhões, a lagosta e os peixes de couro sob as águas. Nada mais!

Dessa forma, ninguém poderá contestar o CRIADOR Yaohu'shua, se Ele deixa claro que há animais puros e imundos. É nosso dever, pois, aceitar e praticar, deixando de consumi-los, advertindo também os demais, pois afinal, somos guardadores de nossos irmãos. Outro incidente na vida do Mestre que mostra a discriminação entre o imundo e o puro está nestas límpidas palavras:

Mt 13:47-48 - Igualmente o Reino dos Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora.

Considere o que disse o Salvador do mundo: - Peixe ruim. Sabe, este peixe é aquele considerado imundo e proibido através da lei dietética de Levítico 11 versos 9 a 12, o peixe de couro! – Quem negará que não é isto?

Ora, meu irmão, hoje há uma volúpia de desejo para se comer as carnes que o ETERNO proibiu! No entanto, HOJE, até as que Ele franqueou já é perigoso consumi-las. Quem pode garantir que o bife bovino que você comeu ontem não estava doente?

Sim, embora a Saúde Pública aja no pleno exercício de suas funções higiênico-sanitárias na fiscalização aos animais de abate, o açougue, bem como os grandes frigoríficos não estão livres de serem ludibriados, e assim são enviados para as cidades animais com doenças de toda espécie, para serem consumidos por aqueles que, escravos do apetite, sequer põem em pauta o valor da saúde, o maior bem e dom do ETERNO.

Por fim, você poderá dizer: “Não é da conta de ninguém o que eu como”. Sim, pode ser certo que não seja da conta do irmão forte ou super-escrupuloso, mas é da conta de Cristo, pois foi Ele quem o criou, e por você morreu de braços abertos numa cruz (I Co 6:19-20). Portanto, considere esses fatos!

PENSE: – Você nunca considerou com - seus botões por que não come os doces dedicados a Cosme e Damião, distribuídos no dia 27 de setembro? Que há de mal nos doces? Há ou não há?

– Há para os frágeis na fé! I Co 8:13.

– Não há, para os fortes, de fé amadurecida. I Co 8: 13.

Por causa dessa consciência débil, escrupulosa, para não levá-la a escandalizar-se, deve-se evitar coisas oferecidas a ídolos.

Na ETERNIDADE não haverá mais morte (Ap 21:4); consequentemente, os animais não serão mortos também. Vivos, não os comeremos; qual será, então, a nossa alimentação?

 

O QUE FAZ MAL? – O QUE ENTRA OU O QUE SAI DA BOCA DO HOMEM?

Cuidado! Não faça experiência para comprovar...

- Mas o que sai da boca procede do coração, e isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem; mas comer sem lavar as mãos, isso não contamina o homem. Mt 15:18-20

Observou? – Lavar as mãos!

NUNCA ESQUEÇA: O CRIADOR fez nosso corpo perfeito para nele morar. I Co 3:16; Jo 14:21, 23. Mas nos advertiu em Tg 3:1-8

- Meus irmãos, não sejais muitos de vós mestres, sabendo que receberemos um juízo mais severo. Pois todos tropeçamos em muitas coisas. Se alguém não tropeça em palavra, esse é homem perfeito, e capaz de refrear também todo o corpo. Ora, se pomos freios na boca dos cavalos, para que nos obedeçam, então conseguimos dirigir todo o seu corpo. Vede também os navios que, embora tão grandes e levados por impetuosos ventos, com um pequenino leme se voltam para onde quer o impulso do timoneiro. Assim também a língua é um pequeno membro, e se gaba de grandes coisas. Vede quão grande bosque um tão pequeno fogo incendeia. A língua também é um fogo; sim, a língua, qual mundo de iniquidade, colocada entre os nossos membros, contamina todo o corpo, e inflama o curso da natureza, sendo por sua vez inflamada pelo inferno. Pois toda espécie tanto de feras, como de aves, tanto de répteis como de animais do mar, se doma, e tem sido domada pelo gênero humano; mas a língua, nenhum homem a pode domar. É um mal irrefreável; está cheia de peçonha mortal.

Vê, o que sai é o que contamina! Disse-me alguém enfaticamente:

“Eu como caranguejo, siri, lagosta, camarão, peixe de couro, enfim, tudo que Moisés proibiu, porque quem autorizou a comer, não foi o homem, mas o próprio  jesus”.

Depois, aquele amigo querido, citou o verso 11 de Mt 15, que diz: - O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca isso é o que contamina o homem.

Este apetite descontrolado está fundamentado em um verso isolado que desfigura o contexto, fato que me proponho dissecar agora, por amor a você.

Em primeiro lugar, aquele irmão equivocou-se ao dizer que quem proibiu comer carnes imundas foi Mehu’shua. Não! O CRIADOR é quem proibiu, mediante Mehu’shua. Levítico 11.

Em segundo lugar, Yaohu'shua é o CRIADOR, e como tal, foi Quem proibiu as carnes imundas. Se as abonasse agora, estaria Se contradizendo. As Escrituras revelam o caráter do ETERNO. Ouça:

- UL’HIM não muda – Ml 3:6

- Não há sombra nem variação – Tg 1:17

- Não fará coisa alguma, sem antes revelar o Seu segredo aos Seus servos, os profetas – Am 3:7

- Não alterarei o que saiu dos Meus lábios – Sl 89:34

- A palavra de nosso CRIADOR subsiste eternamente – Is 40:8

Logicamente, Yaohu'shua não poderá Se desdizer, ainda que o homem assim o deseje. Tito 1:2.

Portanto, para entender o que Yaohu'shua quer ensinar neste verso, é preciso ler todo o capítulo 15 de Matt’yaohuh, senão, você vai capitular e, como os discípulos, ficar boquiaberto. Veja:

Mt 15:15-16

- E Kafós, tomando a palavra, disse-Lhe: explica-nos esta parábola. Yaohu'shua, porém, disse-lhe: Até vós mesmos estais sem entender?

Os discípulos ficaram atônitos diante daquilo que eles julgavam ser uma parábola. Sim, era a única conclusão. Só podia ser uma parábola. Tal conjectura é cabível, pois que a lei dietética de Levítico 11 era sagrada demais para todos os judaicos, tanto para os discípulos, como judaicos comuns, fariseus, irreligiosos, etc. O estonteamento dos discípulos, por conseguinte é natural, dada a posição em relação às coisas imundas condenadas e proibidas pelo CRIADOR.

A diferença, porém, é que para a solução do problema e consequente esclarecimento, os discípulos foram humildemente suplicar a Yaohu'shua e Ele os atendeu, clareando as nuvens negras que envolveram as palavras divinas: “O que contamina o homem não é o que entra na boca, mas o que sai da boca"...

Hoje, lamentavelmente, percebi em centenas de pessoas com quem estudei a Bíblia que, havendo algo obscuro ou encoberto à primeira vista, ao invés de se ir a Yaohu'shua e com humildade estudar Sua Palavra, comparando texto com texto, para se chegar à Verdade que o versículo quer ensinar, simplesmente concordavam com aquilo que, para elas, era mais conveniente. Evidentemente, é muito mais fácil transgredir que sacrificar. Ler que estudar. Consentir que renunciar. Transigir que obedecer. Isso é próprio da natureza humana. Mas... não é o correto!

Com os discípulos foi diferente. Tomados que foram de estupefação tal, pois para eles, apenas ver ou sentir algo imundo lhes causava ojeriza (até de sua sombra corriam), quanto mais a idéia de comer carnes imundas, proibidas pelo CRIADOR. Era inconcebível! Por isso rogaram a Yaohu'shua explicar-lhes tal dito. E isso fez o Mestre, com todo amor.

– Solicitemos agora ao CRIADOR, que esclareça o assunto para nós.

O título - A Tradição dos Anciãos do capítulo quinze de Matt’yaohuh, não é inspirado (foi acrescido pelo tradutor) como se sabe; porém, é de significado ímpar. Ouça a arguição dos fariseus a Yaohu'shua:

Mt 15:2 - Por que transgridem os Teus discípulos a tradição dos anciãos? Pois não lavam as mãos QUANDO comem pão!

Observe que o enredo começa citando uma tradição. Entre as muitas, infindáveis e enfadonhas tradições dos judaicos, tinha preeminência aquela de, antes de qualquer refeição, lavar as mãos muitas vezes (Mc 7:3), como se fora uma cerimônia solene. Aliás, era de fato uma ablução imposta, um cerimonial preceituado. Lavava-se tanto as mãos, não para torná-las limpas, como é normal, antes de qualquer refeição!

Simplesmente era um hábito para satisfazer uma tola tradição que mais parecia um capricho dos anciãos, doutores da Lei. E ai de quem não procedesse assim! Ouça isso, e veja se não dá para sorrir:

“Não se tratava simplesmente de lavar-se com sabão e água e limpar-se. Não, não! Havia os movimentos certos que deviam ser feitos... A quantidade mínima de água que poderia ser usada devia caber pelo menos numa metade da casca de 1 ovo. Então era preciso derramar um pouco d’água nos dedos e palmas da mão, primeiro uma, depois outra, erguendo a mão o bastante para que a água escorresse pelos punhos, mas não além deste ponto. Além disto a pessoa tinha de cuidar que a água não escorresse pelas costas da mão. E depois a pessoa deveria esfregar uma mão na outra, indo e vindo, para lá e para cá. E, se não houvesse água nenhuma, poderia ser feita uma espécie de lavagem a seco, simplesmente fazendo os movimentos como se com água. Mas de modo algum a pessoa poderia sentar-se à mesa para comer sem ter praticado este ritual”. –Inspiração Juvenil, 1979, pág. 349, Jan. S. Doward.

Pois bem, Yaohu'shua e os discípulos, embora primassem pela higiene, não aceitavam nem concordavam com esse ritual, essa tradição vazia e sem nexo. Por falar em tradição, há uma que predomina em certa parte do cristianismo (eu a percebi quando fui um fiel batista). Parece que o diploma de um cristão sábio nas Escrituras é-lhe conferido pelo fato de pertencer a uma igreja – 30,40,50 anos – ou ter lido [o tal de “ano bíblico”] a Bíblia outras tantas vezes. Ocorre que, ler é uma coisa, estudar é outra bem diferente, e, frequentar igreja décadas inteiras não quer dizer que tão somente por isso, a palavra desta pessoa seja doutrina e lei.

Lembra-se? Yaohu'shua com apenas doze anos de idade deixou aturdidos homens envelhecidos, com ensinamentos que jamais penetraram em seus ouvidos, fazendo seus corações ferverem maravilhados. (Leia também Jó 32:6, 9).

Então, estudando todo o capítulo 15 de Matt’yaohuh, depreendemos que aqueles anciãos transgrediam os mandamentos do ETERNO, mas suas pessoais tradições eram intocáveis, e colocavam-nas em lugar de destaque (Mt 15:3). Será que hoje ocorre ao contrário? Veja: A voz corrente do moderno cristianismo é adaptar-se ao mundo [ecumenismo], fazendo o que a maioria faz, do que ouvir e fazer o que diz a santa Bíblia.

Já li de um escritor, ‘pastor’ da maior Igreja Evangélica do mundo, dizer que guarda o domingo, porque todo o mundo o guarda [mesmo argumento usado pelos TJs para continuarem usando o nome 'jeová']. Sei que você não concorda com isso, certo? Bem, ouça o que Yaohu'shua respondeu àqueles - condutores cegos:

Mt 15:7-8 - Hipócritas, bem profetizou Yashua’yah a vosso respeito, dizendo: Este povo honra-Me com os lábios, mas o seu coração está longe de Mim.

Por conseguinte, o problema suscitado naquela oportunidade não é o da comida em si, mas a maneira de se comer, isso é muito claro. O verso 2 informa cristalinamente que a dificuldade residia em lavar ou NÃO lavar as mãos. Com relação ao tipo de comida, os próprios fariseus disseram: - comer pão!

Lavar as mãos sete vezes era a tradição. Coisa que Yaohu'shua e os discípulos não abonavam, tanto que comiam sem praticar aquela ablução. Quanto à comida, era caso encerrado: os judaicos possuíam verdadeira idiossincrasia (repulsa em grau máximo) às carnes imundas, proibidas por YAOHUH UL'HIM. E como Yaohu'shua hol’Mehushkyah anda no mesmo Caminho que o PAI [Jo 1:18] e é o autor da prudente, boa e sábia lei dietética, nada mais fiel aceitar que, sobre aquela mesa cercada de gente para comer, não havia comidas proibidas por Ele.

Isso é tão verdadeiro quanto comprobatório, pois tempos mais tarde após este incidente, Kafós declarou, alto e bom som, muito dramaticamente, quando foi pelo CRIADOR, ordenado a comer alimentos que estavam no lençol de sua visão em Atos 10:14: “Nunca CRIADOR, comi coisa comum ou imunda”.

Ora, não estaria Kafós mentindo para o CRIADOR agora, se naquele acontecimento com Yaohu'shua ou mesmo posteriormente, tivesse comido carnes imundas? Lembrando que o texto era enfático: Comer pão!!!

Portanto, está claro que, naquela oportunidade, quando Yaohu'shua mencionou o verso que estamos estudando, não havia sobre aquela mesa nenhuma carne proibida pelo ETERNO, e muito menos houve autorização para o seu consumo, pois desde este incidente de Matt’yaohuh 15 até Atos 10, passaram-se algumas décadas e Kafós disse categoricamente, repito, diante do lençol cheio de animais que descia do Céu: “Nunca, CRIADOR, comi coisa... imunda”.

Bem, é possível que alguém ainda questione esta Verdade, agarrando-se cegamente na declaração de Yaohu'shua em Mt 15:17

- Tudo o que entra pela boca desce para o ventre, e é lançado fora.

Meu amado, Yaohu'shua sempre Se serviu de parábolas e expressões metafóricas, para ilustrar verdades eternas. Por isso que, relativo a esse verso, não podemos fazer uma aplicação literal, porque o CRIADOR Yaohu'shua nunca teve tal intenção. Sabe por quê? Porque nem tudo o que entra pela boca vai para o ventre e é lançado fora. Por exemplo: arsênico, formicida, soda cáustica, etc. E... você acha que Yaohu'shua não sabe disso? Não foi Ele que fez nosso estômago? (Em sã consciência e usando o bom senso, também ninguém comeria alguma coisa envenenada para pôr à prova este texto. Isto seria tentar ao CRIADOR, o que é proibido por Ele mesmo).

– Dirá alguém: Yaohu'shua errou? Não amados! Mil vezes não! Yaohu'shua jamais erra.

Claro como a luz solar, para os filhos da luz, foi o fato de que Yaohu'shua queria ensinar, com esta ilustração, não a autorização para consumir carnes que Ele próprio proibiu a milênios, mas a Verdade de que:

Mt 15:18-19

- O que sai da boca, procede do coração. E isso contamina o homem. Porque do coração procedem os maus pensamentos, mortes, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos e blasfêmias.

Yaohu'shua usa o vocábulo coração para representar a faculdade que planeja e decide. Na Verdade a mente é a sede dos pensamentos e decisões. É aí onde Ele, em Espírito, atua e todos os atos e gestos são dirigidos por este comando motor (sensório). Desta maneira, estas - coisas procedem, não do coração em si, mas, da mente.

O Mestre conhecia aqueles corações farisaicos de sobejo. E era esta relação de impurezas que povoava suas mentes. Acrescente-se a isso a repulsa que mantinham em não aceitar o humilde nazareno e Seus ensinamentos.

Mas, você, meu amado irmão, agora já conhece toda a história deste texto bíblico, e pode compreender com clareza que Yaohu'shua não está abonando o consumo de carnes proibidas por Ele mesmo, mas sim que é o coração (mente) o centro de tudo, no que tange aos sentimentos e, por isso diz a Bíblia:

Pv 4:23 - Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as saídas da vida.

Por conseguinte, irmão, tenha sempre uma mente pura e demonstre seu amor ao querido Yaohu'shua não comendo o que Ele proibiu. Certo?

Alertas:

Pensei [o autor] estar ouvindo um programa evangélico em uma Rádio do Rio de Janeiro. À medida que ele se desenvolvia, minha atenção mais se aguçava: É que, apesar do - pregador falar do Criador, Yaohu'shua, oração, etc., algo estava destoando. Finalmente, pela oração feita por ele, pude notar que era um programa espírita. Mas, observe bem, só no final do programa (oração final), é que o véu se lhe tirou. Era de fato, até então, um programa evangélico de curas.

Amado irmão, o cerco está apertando (Ap 16:13). Só temos um refúgio e segurança para estabelecer a diferença: Is 8:20.

Quinta-feira, às 7:45 hs na Rádio Bandeirantes/RJ, ia ao ar o Programa A Hora da Eucaristia, sob a direção do Padre Jair Pereira da Paróquia Bom jesus dos Milagres, Mococa – SP. Se não houvesse esta informação, ninguém diria tratar-se de uma Igreja Católica. É que ele pregava o batismo no “espírito santo”, cura divina, língua estranha, etc. etc. É, está ficando tudo igualzinho! Abra os olhos!

 

ROMANOS 14

Este capítulo cristaliza a ampla liberdade de Sha’ul e do evangelho, bem como realça a fragilidade da fé de certos irmãos. Assim, Sha’ul nos anima, como cristãos fortes, a exercer tolerância para com os fracos na fé, evitando todo e qualquer julgamento a respeito da experiência cristã de alguém. I Co 8:12.

Rm 14:2 - Porque um crê que de tudo se pode comer, e outro, que é fraco, come legumes.

A Bíblia garante, estribados na apresentação pessoal do apóstolo Sha’ul (Fl 3:5-6), que ele não comia alimentos imundos (apelou com veemência para que os crentes preservassem seus corpos santos e aceitáveis ao ETERNO como sacrifício vivo. Rm 12:1. I Co 3:16-17. Porém, não se opunha a comer carnes sacrificadas a ídolos, porque eram carnes limpas. I Co 8:4; 10:19).

Pois bem, Sha’ul começa sua carta usando uma expressão que confunde os menos estudiosos – TUDO. E depois, confunde ainda mais, dizendo ser – FRACO – quem come legumes. Evidentemente, há necessidade de cavar fundo e - pescar o que o apóstolo quer ensinar porque a alimentação vegetal tem-se demonstrado mais saudável para o ser humano, e foi o regime alimentar estabelecido pelo CRIADOR antes do pecado (Gn 1:29); uma vez que a alimentação cárnea, exige-se MORTE! Dayan’ul e seus companheiros na corte babilônica (Dn 1) provaram esta Verdade – que o vegetarianismo em nada enfraquece, desde que seja praticado com qualidade e coerência.

Quando Sha’ul menciona o TUDO, sua referência é direcionada às carnes sacrificadas aos ídolos dos pagãos (Atos 14:12-13. Lv 11:3), e estas eram limpas. E o FRACO é tão somente quem ainda não amadureceu espiritualmente e, como tem uma consciência débil (I Co 8:11), não admitia o consumo desta carne. Estes FRACOS são sempre os legalistas, hoje visto nos mais diversos movimentos de 'restauração' cristã!

Por conseguinte, comer ou deixar de comer carnes sacrificadas aos ídolos é um assunto pessoal. Ninguém deve se tornar consciência alheia para o fato, porque no verso 3, Sha’ul coloca os “pratos na mesa”, dizendo: - QUEM COME NÃO DEVE DESPREZAR QUEM NÃO COME!

– Por quê? Sha’ul mesmo responde em Lateínus 14:

Primeiro: Porque todos comparecerão diante do tribunal do ETERNO (v. 10). Segundo: Cada um dará contas de si mesmo ao CRIADOR (v. 12). Terceiro: Ninguém deve se constituir em tropeço ao irmão (v. 13). Veja:

Rm 14:14

- Eu sei, e estou certo no CRIADOR Yaohu'shua, que nenhuma coisa, é de si mesma imunda, a não ser para aquele que a tem por imunda; para esse é imunda.

Reafirmo-lhe, amado irmão, com toda a força do amor, que esta “nenhuma coisa” são as carnes sacrificadas aos ídolos, fato que se confirma cristalinamente nos versos 15 a 20. Efetivamente Sha’ul está capitulando o mesmo assunto, tratando do mesmo problema, discorrendo sobre alimentos; portanto, lógico, racional e evidente que são as carnes sacrificadas aos ídolos dos pagãos, e nunca os seres proibidos na Lei Dietética de Levítico 11, pois não há contradição na Bíblia. Como sabemos, o Espírito [Yaohu'shua, o Verbo que se fez carne] que inspirou Mehu’shua a determinar esta necessária lei, foi O mesmo que inspirou Sha’ul em suas epístolas e cartas. Veja a posição de Sha’ul:

II Co 6:17 - Pelo que saí do meio deles, e apartai-vos diz o CRIADOR: e não toqueis nada imundo e Eu vos receberei.

A liberdade que Sha’ul dá a entender não é sobre as carnes imundas que o ETERNO proibiu, mas as carnes limpas que alguns de seus compatriotas consideravam imundas [contaminadas] ao serem sacrificadas aos ídolos.

Para consolidar o assunto vamos recorrer novamente aos coríntios (já visto acima), que, identicamente, tiveram a mesma dificuldade, que foi equacionada de maneira correta. Porém, anote este detalhe:

– A Epístola aos Coríntios foi escrita menos de um ano antes da de Romanos, por isso é bastante razoável e lógico concluir que em Romanos 14 e I Coríntios 8 e 10 Sha’ul trate, em essência, do mesmo assunto, qual seja: Carnes sacrificadas aos ídolos - daria ele instruções diferentes, aqui e lá?

I Co 10:27-28

- E, se algum dos infiéis vos convidar, e quiserdes ir, comei de tudo o que se puser diante de vós, sem perguntar nada, por causa da consciência. Mas, se alguém vos disser: Isto foi sacrificado aos ídolos, não comais, por causa daquele que vos advertiu e por causa da consciência...

OBSERVE ESTA ILUSTRAÇÃO:

Imaginemos você estar nesta época em Corinto, e um amigo idólatra o convida para um banquete. Você vai! Então, lá na casa deste seu amigo pagão, ao colocar ele um pedaço de carne em seu prato, você não pergunte se ela foi sacrificada aos ídolos. Ao comer a carne, sem perguntar nada, a sua consciência não lhe acusará, pois nada sabes a respeito dela.

Porém, se algum dos irmãos coríntios passar por ali, ou estiver presente, informar que foi sacrificada aos ídolos – não coma – (I Co 10:28), ainda que seja deselegante para com o amigo. Evite-a por causa da consciência de quem lhe advertiu. A consciência dele o impede de comer e você por amor a ele, deve deixar de comer também (I Co 8:13).

– Por que Sha’ul não disse assim:

- Se alguém vos disser: Isto é carne de porco ou imunda, não comais.

– Ele tão somente afirmou:

- Se alguém vos disser: Isto FOI SACRIFICADO AOS ÍDOLOS, não comais.

Como se vê, trata-se de questões de consciência e não de tipo de comida, pois notória era a posição de todos quanto às carnes imundas.

Agora, a minha pergunta: Será a consciência um guia seguro? Se for uma consciência cativa aos princípios e vontade do ETERNO, sim! A diretriz do cristão é a Palavra do ETERNO quem a estabelece.

Sabe, é possível que alguém esteja ferindo sua consciência por falta de domínio próprio, talvez cauterizando-a e arrasando a saúde por uma má interpretação dos textos paulinos. A consciência precisa de reflexos santos para se tornar um guia seguro. Sobretudo, a pessoa deve usar o bom senso, que, na maioria das vezes, é mais útil que a atuação da consciência.

EXEMPLO: Século vinte e um, em uma lanchonete vende-se pastéis de carne bovina, de galinha (frango) e de camarão. Alguém pode pedir um pastel de galinha ou de carne de boi (vaca?) para comer. E vai fazê-lo sem perguntar nada [de como foi morto o animal] por causa da consciência? Vai fechar os olhos da consciência, por causa da consciência? É a guerra: Razão x Apetite.

Nota de oCaminho: Hoje, para que o Brasil possa exportar carne de aves para os países muçulmanos, um guia espiritual deles vem até o abatedouro aqui, para acompanhar atentamente o processo, ave por ave; isto por questões religiosas (consciência?)!

– Bem, os quadros são diferentes, ou não?!?

Naquele tempo, século um, a industrialização era zero. O consumo moderado, em função da quantidade de pessoas. Ademais, a dúvida levantada quanto a ter sido ou não a carne oferecida aos ídolos demonstra que eram limpas; e mesmo limpas, nem toda a carne era sacrificada aos ídolos dos pagãos, pois caso contrário todos os crentes dela se absteriam sem nada perguntar.

Hoje, porém, houve uma tremenda inversão de valores; além do consumo cárneo adquirir proporções alarmantes, as carnes consideradas imundas pelo CRIADOR (porco, avestruz, coelho, rã, lagosta, etc. - Lv 11; Dt 14) são largamente comercializadas, e o seu preço [exceto a de porco] excede, em muito, ao das carnes limpas; uma penalidade ao contra-senso.

Por outro lado, nada havia de mal em comprar carne sacrificada aos ídolos no açougue ou comê-la na casa de algum estrangeiro, porque sendo o ídolo uma estátua inanimada, não podia influir de forma nenhuma em tal carne. O que se há de condenar, e com veemência, era o fato de certos cristãos (de consciência “forte” ou plenamente cauterizada?) frequentarem os templos pagãos (ou lares de pagãos contumazes - II Co 6:14) para se banquetearem com as oferendas feitas em honra aos ídolos (I Co 8:10; 9,7,11-12).

Por isso, no - quadro atual, usando o bom senso, em nada a consciência precisa ser acionada. Basta imaginar: os pastéis de camarão, são fritos na mesma panela em que se fritam os pastéis de carne e de galinha? Em que são fritos: óleo vegetal ou banha de porco?

E a faca ou a máquina elétrica que cortam o queijo, em um botequim: são as mesmas que cortam o presunto ou mortadela para se fazer um sanduíche?

– Lamento dizer, amado, está tudo contaminado. Isso sem falar que a gordura ou óleo nestes estabelecimentos não se renovam por dias. Está super saturada e é altamente cancerígena.

Use o bom senso, substitua estas coisas por aveia, soja, legumes, hortaliças, cereais, frutas bem lavadas e pão integral. Adicione exercício físico, água pura e um bom sono; isto pela sua saúde, não por sua consciência (legalismo)!

Bem, creio que posso lhe dizer: o bom senso ajudou a consciência a ser forte e assim constituir-se em um guia seguro, não é?

 

TUDO PARA A GLÓRIA DO CRIADOR

I Co 10:31 - Portanto, quer comais quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória do CRIADOR.

Um irmão nosso foi convidado por seus parentes que são de fé batista para um almoço especial pela passagem de um natalício. Quando a mesa foi arranjada, alguém teve, de propósito, o cuidado de colocar bem no centro, uma leitoa assada, recitou o verso acima e solicitou ao irmão Noel para pedir a bênção sobre os alimentos. Este, com a calma peculiar dos santos, orou:

- CRIADOR, o que puderes abençoar nesta mesa, abençoe, por amor de Yaohu'shua, amém*.

– Não posso entender que um irmão coma um animal imundo proibido pelo próprio CRIADOR (Lv 11:7-8) e creia que assim fazendo seja para a glória do ETERNO! Diga-me qual a diferença de colocar também naquela mesa, um litro de cachaça, uma garrafa de cerveja ou de whisky? Is 22:13.

* Treze anos depois, encontrei-me com o irmão Noel e perguntei-lhe: E o homem da leitoa, como vai? Respondeu-me: - Aceitou o sábado com quase toda a família. Haoul’yah!

Positivamente, dentro desse raciocínio (- tudo é para a glória do ETERNO), não podemos aceitar (nem aquele irmão da leitoa aceitaria) que algum crente vá tomar cachaça, vinho ou uísque e o faça para a glória do ETERNO, mesmo o texto dizendo com a maior clareza: - ...quer bebais (condicional)!

Percebe como o problema é mais profundo do que muitos pensam? Sim, porque o que acontece é que o - quer comais está sendo usado como autorizando se comer de tudo. E, o - quer bebais não autoriza beber tais bebidas alcoólicas. Seria isso uma atitude coerente? Ainda diz mais o texto: - façais outra qualquer coisa. Percebe, uma é licito (comer porco) e a outra não é licito (beber cachaça); dois pesos e uma medida?

Será que o crente pode fazer o que o ímpio faz e isso ser para a glória do ETERNO? – Certamente que não! Mas se alguém aplica o - quer comais como que o autorizando a comer tudo o que o ETERNO proibiu não poderá contestar quem ache que - outra qualquer coisa abone a prática de um pecado aberto e acintoso, ou velado e acariciado com o respaldo deste texto paulino!

Amado irmão, o - façais outra qualquer coisa são unicamente as coisas lícitas aos cristãos, e o - bebais e o - comais referem-se somente ao que o ETERNO permitiu o homem usar. Por conseguinte, o que Sha’ul quer dizer é que os coríntios e os romanos deveriam abster-se de carnes sacrificadas aos ídolos dos pagãos por amor aos cristãos de consciência sensível. E isto sim, pode ser atribuído à glória do ETERNO.

 

TODA CRIATURA É BOA?

I Tm 4: 4 - Porque toda a criatura do CRIADOR é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças.

Também aqui há que se usar o bom senso para se entender claramente o que Sha’ul quer dizer. Certamente o apóstolo diz ser boa toda a criatura para a finalidade para a qual foi criada. Exemplo: O boi para se comer, urubu para limpar a terra!

Veja a suprema necessidade de comparar os textos bíblicos para se extrair a Verdade que eles encerram. Sha’ul não está querendo dizer aqui que se pode comer toda a criatura indistintamente, senão teremos que desculpar o canibal que come carne humana. Além do que haveria tremendo choque com Yashua’yah, veja:

Is 66:17; 65:4

- Os que se santificam, e se purificam nos jardins uns após outros, os que comem carne de porco, é a abominação, e o rato, juntamente serão consumidos, diz o CRIADOR... Comendo carne de porco… abomináveis [leia lá o texto completo].

Percebeu a clareza do texto? Yashua’yah, inspirado, diz: O crente que come estas duas criaturas – porco e rato (preá; rato do banhado, capivara, etc) – não será salvo. Não pensemos que haja contradição na Bíblia. O santo Espírito [o CRIADOR, em espírito] jamais Se contradiz.

Tenho certeza que você mesmo não aceita que tudo se torna santificado após a oração, como parece sugerir o texto. É impossível que uma pessoa esclarecida, crente em Cristo, possa cozinhar uma cobra ou um sapo [um chouriço ou uma galinha ao molho pardo] e depois pedir a bênção para eles, e comer. Não creio que serão santificados pela “ação de graças”, ainda que sejam criaturas do ETERNO!

– E, por que não? – Porque tais animais [nem o sangue] não foram criados para serem consumidos. Aliás... nenhum foi!

Assim pois, temos que comparar os textos e as ocorrências dos vários lugares que Sha’ul foi chamado a atuar sobre o assunto e veremos que tudo girava em torno de carnes limpas, porém, sacrificadas aos ídolos dos pagãos.

Como afirmei, há necessidade de se usar o bom senso no melhor apuramento da vida espiritual, porque Sha’ul também mandou Timóteo tomar vinho (I Tm 5:23); permitiu também ao diácono (I Tm 3:8). E agora, vai o crente encher sua geladeira de cerveja os da CCB o faz! Ora, é tão razoável uma coisa quanto outra!

Com relação ao vinho que Sha’ul recomendou tomar – como remédio –, não tenhamos a menor dúvida que se trata do melhor suco de uva ou mesmo que seja o alcoólico, deve ser feito sempre de forma moderada. Porém, o que é ser moderado? Cada um terá a sua moderação ou limites e isto pode ser “ultrapassar a linha do bom senso”; antes, melhor, não consuma! (Dt 32:14; Is 25:6); porém, Sha’ul não explicitou isso, não é?

E por que sei que é o puríssimo suco da uva? É porque não se concebe um crente tomar bebidas alcoólicas, pois ele é o templo do santo Espírito (I Co 3:16 cf Jo 14:21, 23), e os bêbados não entram no Reino (I Co 6:10). O Governo Brasileiro provou que meio copo de cerveja já altera o comando sensor do motorista. Se dirigir, será preso; porque pode ocasionar um desastre. Está bêbado! O bafômetro garante!!!

– Aliás, quem foi que disse que os bêbados não entram no Reino? Não foi Sha’ul? (I Co 6:10). Disse também para não se embriagar (Ef 5:18). Viu? Estamos indo além do véu, usando o bom senso, não é? Já está provado que de cada sete bebedores ocasionais um se torna alcoólatra inveterado. Pois é, o social...mente!

 

O CRIADOR CRIOU TUDO PARA OS FIÉIS?

I Tm 4:3 - Proibindo o casamento, e ordenando a abstinência dos manjares que o CRIADOR criou para os fiéis, e para os que conhecem a Verdade, a fim de usarem deles com ações de graças.

Na Bíblia, irmão, só há autorização para se comer carnes limpas (Lv 11; Dt 14). Por conseguinte, é destes manjares que Sha’ul está falando. São as carnes limpas, que, usadas com - ações de graças se constituem os - manjares dos fiéis.

Este texto especificamente, é uma profecia que, como luva, se encaixa na Igreja Romana. Ela mantém a tradição de proibir o casamento de padres e freiras, e também proíbe comer carne na sexta-feira, chamada utopicamente de santa, lembra-se?

Ora, irmão, não há nada demais comer carne limpa (galinha, boi, vaca, touro, carneiro, ovelha, cabrito, etc) na "sexta-feira santa" ou qualquer outro dia; mesmo porque de santa esta sexta nada tem (santo é o sábado – o dia da ressurreição!). Pode pedir a bênção sobre ela, o ETERNO a abençoará e poderás comer livremente, porque são estas as criaturas que, separadas para os fiéis, - pela Palavra do CRIADOR e pela oração é santificada (I Tm 4:5), na sexta-feira ou em qualquer outro dia da semana; porém, se optares pelo vegetarianismo, farás melhor. Sim, muito melhor!

Quanto ao casamento, ora, é um direito inalienável do moço e da moça amar e ser amado, e constituir sua família. O CRIADOR estabeleceu este sacramento no Éden ao oficiar o casamento de nossos primeiros pais, Adan e Khav’yah. Portanto...

 

TODAS AS COISAS SÃO PURAS?

Tt 1: 15 - Todas as coisas são puras para os puros, mas nada é puro para os contaminados e infiéis; antes o seu entendimento e consciência estão contaminados.

Este é mais um texto isolado, e você não o pode aceitar literalmente, fundamentado na expressão abrangente da palavra: - todas as coisas são puras, porque nem tudo é puro para o puro. Quer ver?

Revistas pornográficas; filmes obscenos, violentos, fantasiosos; bbb;  novelas (usada pelo inimigo como primeiro passo para se quebrar “tabus”, isto é, mudar o comportamento da sociedade, não é dona Rede Globo?); bailes; boates; etc.

Estas coisas são puras para os puros? – Claro que não, você dirá! Então qual é o problema desta epístola?

O verso 15 de Tito cap. 1, faz parte de uma sequência onde Sha’ul ordena ao discípulo a organização da Igreja de Creta, dando-lhe orientações diversas conclamando-o a precaver-se contra certa classe de ensinadores – os da circuncisão – v. 10.

No dizer do apóstolo, a tais “professores” conviria tapar a boca pois dali só gotejava heresia, v. 11, que eram fábulas judaicas (tradições) e mandamentos de homens (v. 14).

Sabe, se era ensino judaico, estes nunca jamais autorizariam o consumo de carnes imundas. E... se eram – os da circuncisão – aí é que o “tempo fechava”... Estes fanáticos eram extremados em tudo, inclusive no regime alimentar e até mesmo da sombra de um animal imundo fugiam.

Daí, o mais lógico é raciocinar na direção de que estas - todas as coisas que são puras, para os puros, certamente são os pensamentos, desejos, sentimentos e anseios do crente. Isto é: o crente só pensa o que é bom, puro e santo, não é? O que não se dá com os infiéis que têm suas mentes poluídas, contaminadas por toda sorte de impurezas.

Efetivamente, uma pessoa pura, manterá seu coração puro, uma mente pura, praticando a temperança ao evitar o consumo de carnes imundas. Sha’ul conclui falando ao nosso coração:

Fl 4:8 - Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro... honesto… justo... puro... amável... de boa fama... nisso pensai.

 

 

YAOHU'SHUA MANDOU COMER TUDO!

Lc 10:8 - E, em qualquer cidade em que entrardes e vos receberem, comei do que vos puserem diante.

Yaohu'shua não está aqui destruindo a Sua Lei Dietética, muito menos acabando com a distinção e separação dos animais e peixes limpos e imundos. Quer ver? Yaohu'shua ensinou:

- Igualmente o Reino dos [e não nos] Céus é semelhante a uma rede lançada ao mar, e que apanha toda qualidade de peixes. E estando cheia, puxam para a praia; e, assentando-se, apanham para os cestos os bons; os ruins, porém, lançam fora. Mt 13:47-48.

Evidentemente, quando Yaohu'shua disse para os discípulos comerem o que lhes dessem ao fazer o trabalho missionário, não seria preciso acrescentar o que era óbvio, praticado e vivido. Seus discípulos conheciam profundamente a boa e prudente Lei Dietética. Obedeciam sem questionar e sabiam bem distinguir o limpo do imundo [lembre-se de Kafós em At 10], como Yaohu'shua os ensinou.

Ouça o que Yaohu'shua disse em Sua Lei Dietética:

- De todos os animais que há nas águas, comereis os seguintes: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esses comereis. Mas todo o que não tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, todo o réptil das águas, e todo o ser vivente que há nas águas (rã, mexilhão, camarão, lagosta etc), estes serão para vós abominação. Lv 11:9-12.

Pergunto! Estaria Yaohu'shua Se contradizendo? Proíbe ao homem do Velho Testamento comer coisas imundas e as libera ao homem do Novo Testamento? Yaohu'shua fez acepção de pessoas? Não! Mil vezes não! Meu amado, Yaohu'shua é o CRIADOR, não O contestemos jamais.

 

O LENÇOL DE ATOS 10

Basta estudar a Palavra do ETERNO para se descobrir a singela Verdade de que é repudiada a discriminação racial, pelo fato de que Yaohu'shua morreria até por uma única pessoa. Por conseguinte, não deve haver racismo entre os homens.

A Bíblia comprova que o pecado alcançou a todos, daí não haver uma raça de elite, separada, isenta de pecado. Da mesma maneira, foi por todos indiscriminadamente que o Salvador depôs Sua vida em uma ignominiosa cruz, cujo sangue imaculado pode justificar a mais degradada e pobre criatura da selva, como a mais bem preparada de qualquer Continente. Todos de igual maneira merecem a oportunidade de conhecer e viver o Evangelho que restaura e salva; todos podem tornar-se cidadãos da família celestial. Nesta família não pode haver homens separados por quaisquer status. A intolerância do judaico contra o gentio [os da Casa de Yaoshor’ul] é um deplorável procedimento, uma atitude anti-cristã.

No Templo de Yah’shua-oléym havia um limite para os gentios e estrangeiros. Uma placa indicativa dizia: - Nenhum estrangeiro pode passar além da balaustrada e da parede que cercam o lugar santo. Quem quer que seja apanhado violando este regulamento será responsável pela sua morte, que se seguirá.

A visão de Kafós do lençol repleto de animais, puros e imundos, relatada em Atos 10, tem sido utilizada para provar a liberação divina para se comer as carnes que foram proibidas ao homem, deixando os que assim crêem de consciência tranquila. Será entretanto que essa tranquilidade continuará, ao descobrirmos agora exatamente o contrário?

A expressão divina - Levanta-te, Kafós, mata e come (Atos 10:13), isolada de seu contexto, tornou-se a mola mestra da engrenagem dos que se conformam com a superfície do versículo, mas a você, apelo outra vez: nunca se satisfaça com um texto isolado. Não é bom nem correto. É preciso estudá-lo junto ao contexto, e, necessariamente, comparando com outras escrituras.

Descubramos, portanto, como deve ser estudado este capítulo maravilhoso de Atos 10:

Verso 1

- E havia em Cesaréia um varão por nome Cornélio, centurião da corte chamada italiana.

Cesaréia era um “porto marítimo de Saron, construído por Herodes, o grande, em 13 a.Y. Residência dos procuradores romanos”. Por conseguinte, trata-se, possivelmente de um homem romano o bom Cornélio, pois além de um cargo militar altamente importante, servia em uma base radicalmente romana. Em última análise, uma coisa é líquida e certa, não esqueça, ele não era judaico, era um estrangeiro não gentio. Você por acaso sabe o que um judaico pensava a respeito de um estrangeiro e de um gentio por essa ocasião?

Verso 2 - Piedoso e temente ao CRIADOR, com toda a sua casa, o qual fazia muitas esmolas ao povo, e de contínuo orava ao ETERNO.

Que quadro lindo! Solenemente espetacular! Um proscrito para os judaicos amava e servia ao UL’HIM dos judaicos, e este amor era à prova de crítica. Vestido com roupa de trabalho, pois diz a Bíblia que ele auxiliava, socorria com seus bens os menos favorecidos, e dentre os tais, quem sabe, muitos judaicos. Era desprendida sua devoção, sincera, partia de um coração anelante por conhecer mais o UL’HIM de Yaoshor’ul. E o mais maravilhoso é que o ETERNO - atentou para aquele que aos olhos dos judaicos não merecia sequer conhecê-Lo.

Da leitura dos versos 3 a 8, concluímos que o amor do ETERNO envolveu Cornélio e o prestigiou com a comissão de um anjo que trazia do Céu, a aprovação para seu gesto caridoso e amante, orientando-o a ir em busca do apóstolo Kafós, dando-lhe para tanto as indicações, como: cidade, rua, casa e nº, etc.

Versos 9 e 10

- E no dia seguinte, indo eles em seu caminho, e estando já perto da cidade, subiu Kafós ao terraço para orar, quase à hora sexta (1/2 dia). E tendo fome, quis comer; e enquanto lho preparavam, sobreveio-lhe um arrebatamento de sentido.

Caro irmão, imploro agora sua esmerada atenção, para que você alcance a sabedoria do CRIADOR que eu e você amamos. Toda vez que Ele queria ensinar alguma coisa ao homem, utilizava algo que lhe fosse peculiar. Como por exemplo: Ao lavrador, – a terra. Ao boiadeiro, – o gado. Ao ‘pastor’, – a ovelha, ao pescador, – a rede etc. Como o CRIADOR desejava transmitir algo sublime e maravilhoso a Kafós, que melhor ilustração utilizaria senão aquilo que estivesse mais intimamente ligado à sua condição no momento, isto é: comida? (Kafós estava com fome).

O CRIADOR preparava Kafós para a grande mensagem. Assim, conforme dizem os versos 11 e 12, o ETERNO mostrou-lhe em visão, o famoso lençol zoológico, e pateticamente declarou:

Verso 13

- ... levanta-te Kafós, mata e come.

Tal ordem suscitou imediatamente do obediente apóstolo a dramática, sincera e inolvidável declaração:

Verso 14

- ...De modo nenhum, CRIADOR. Porque nunca comi... coisa imunda.

Observe o irmão, a magnitude do acontecimento, que se repetiu por três vezes, voltando a se recolher ao Céu, conforme os versos 15 e 16.

Os versos 17 e 18 relatam que Kafós estava desconcertado com aquela visão, e, tentando chegar a uma conclusão razoável, pôr em ordem os seus desencontrados pensamentos, quando – pasme – batem à porta. Eram os homens que o bom Cornélio enviara, conforme instrução do ETERNO. Atenção agora para o verso seguinte:

Verso 19

- ...Eis que três varões te buscam.

Em meio ao aturdimento de Kafós, o ETERNO avisa-o que - três varões o procuravam e que ele, sem demora, deveria descer e se apresentar aos estrangeiros, pois fora o ETERNO quem os enviara. Observe o prezado irmão as nuanças da visão, os detalhes divinos.

  A visão apareceu a Kafós três vezes.

  Também três varões apareceram-lhe, enviados por Cornélio, com a indicação do anjo do CRIADOR.

  O CRIADOR lhe deu a visão exatamente na hora em que Kafós estava com fome, para melhor aguçar a lição que desejava ensinar ao apóstolo. O apetite é um grande teste. Tudo é maravilhoso, não acha? No verso 22, os varões falaram a Kafós a respeito de Cornélio, da aprovação do ETERNO para com ele e do anjo que os enviou à sua procura.

Kafós então, imediatamente recebeu-os em casa, e no dia seguinte, tomando alguns irmãos de Yope, rumou para Cesaréia, a fim de realizar um grandioso trabalho missionário, conforme a leitura do verso 23. Um dia depois, chegam ao seu destino, e maravilhados contemplam um grupo de estrangeiros, sedentos do evangelho, almejando a salvação bem como trilhar os caminhos do ETERNO, segundo se depreende da leitura dos versos 24-27.

Diante deste quadro, Kafós reprime as lágrimas, cumprimenta os estrangeiros [lembre-se, os gentios eram o “alvo” de Sha’ul – Rm 11] afetuosamente, e se prepara para lhes anunciar as boas novas da salvação.

Sinceridade, submissão e humildade são características daqueles que de fato almejam fazer a vontade do ETERNO e preparam-se para o Reino; sob essa bandeira que deve ser a minha e a sua atitude para com a Bíblia, ouçamos o apóstolo Kafós:

Verso 28

- E disse-lhes: vós bem sabeis que não é lícito a um varão judaico ajuntar-se ou achegar-se a estrangeiros: mas o ETERNO mostrou-me que A NENHUM HOMEM CHAME COMUM OU IMUNDO.

Os judaicos achavam-se os únicos dignos da graça do ETERNO, e por isso consideravam todos os demais como imundos, na pura acepção da palavra. Entretanto o evangelho não é exclusivo de grupos privilegiados ou nação isolada (embora Yaoshor’ul tenha tido este privilégio exclusivo até a morte de Esteban); e, como a mensagem do evangelho Eterno deveria alcançar todas as pessoas [nações], aprouve ao CRIADOR forjar um encontro entre o judaico e o estrangeiro, isso por meio do apóstolo Kafós, que entre todos, parecia ser o mais apegado às tradições e ao exclusivismo nacional e espiritual.

Do verso 29 a 33, Cornélio, o estrangeiro a quem o CRIADOR amava e queria que ouvisse do evangelho que vem dos judaicos, relata a visão que tivera e como tomara a decisão de mandar buscar a Kafós, declarando:

Verso 33

- ...Agora, pois, estamos todos diante do ETERNO para ouvir tudo quanto pelo CRIADOR te é mandado.

Diante de fatos tão sublimes, vendo a operação maravilhosa do santo Espírito, Yaohu’shua, naqueles corações, observando como Ele estava demonstrando Seu amor por pessoas de outra raça, Kafós deixa cair por terra sua tradição e preconceito de que os gentios e estrangeiros não eram dignos da salvação nem do favor do ETERNO, e, exclamando com toda veemência, quedado diante da Onipotência divina, diz:

Versos 34 e 35

- ...Reconheço por Verdade que o CRIADOR não faz acepção de pessoas; mas que Lhe é agradável aquele que, em QUALQUER NAÇÃO, O teme e obra o que é justo.

Como é clara a Verdade divina ensinada ao apóstolo Kafós! O CRIADOR ama a todos os homens, quer salvar a todos indistintamente. Morreu por todos: judaicos e gentios. A cruz atrai todas as raças e une todos os povos.

Dos versos 36 a 48, é relatada a convicção de Kafós de que aqueles estrangeiros foram aceitos pelo ETERNO, e assim não hesitou em pregar-lhes com poder as boas novas da Salvação. E nesta oportunidade, para sedimentar Sua aprovação por aquele sincero grupo de crentes estrangeiros, revelando publicamente Seu agrado, o ETERNO enviou-lhes a ação do santo Espírito, causando espanto geral. Era a aprovação total. O amor do ETERNO alcança a todos, judaicos, gentios e estrangeiros, em todos os lugares, graças ao CRIADOR [YAH]!

O episódio não termina aqui. Quando a igreja em Yah’shua-oléym soube do ocorrido, levantou-se contra Kafós, com a prerrogativa de haver-se misturado com gente tão repelente e imunda, os estrangeiros. Intima-o a retratar-se. O apóstolo então, cheio do santo Espírito [Yaohu’shua], apresenta-se diante da Igreja-Mãe, e relata como o CRIADOR lhe mostrara, através de uma visão de animais em um lençol, que todas as pessoas, de toda tribo, raça e língua, desde que O tema e guarde Seus mandamentos, são dignas do amor, da Graça e da salvação pelo sacrifício eterno de Yaohu'shua.

E muito mais! O CRIADOR não somente revelou Seu amor pelos estrangeiros como os agraciou com o derramamento do dom do santo Espírito (Leia Atos 11:1-17).

Contra este argumento não houve reação, e portanto a posição da Igreja-Sede não poderia ser diferente. Leiamos:

Atos 11:18

- E ouvindo estas coisas, apaziguaram-se, e glorificaram ao ETERNO, dizendo: Na Verdade até aos estrangeiros deu o CRIADOR o arrependimento para a vida.

Como vê, irmão amado, é simples, puro e cristalino como água na folha de inhame. Não há aqui interpretação humana. Não há necessidade de torcer nada e muito menos adaptar-se a qualquer tipo de conveniência. É uma Verdade clara que brota como luz da aurora no coração sincero. A Igreja de Yah’shua-oléym não mudou a Bíblia; mudou sim, sua posição em relação aos estrangeiros e gentios pelo testemunho de Kafós [e de Sha’ul], que por sua vez mudou sua opinião através do ensino do CRIADOR por meio de um lençol de animais.

Hoje, lamentavelmente ocorre o contrário. Muitos preferem mudar a Bíblia, ou quando nada, tentam adaptá-la à sua opinião [o famoso “eu acho”]. Que não seja esta sua atitude, meu querido irmão.

Pois bem, fica determinado pela Bíblia, sem nenhuma dúvida, que o CRIADOR utilizou um lençol de animais puros e imundos para ensinar a Kafós, quando este estava com fome, que - nenhum homem é comum ou imundo e - que o ETERNO não faz acepção de pessoas, pois todos de igual modo merecem a oportunidade de conhecer e viver o evangelho que restaura e salva. Todos podem tornar-se cidadãos da família eternal, mas... se não acontecesse essa visão, jamais Cornélio e sua família ouviriam de Kafós esta mensagem que salva, dada sua posição contra os pobres gentios e estrangeiros. Isto sim, mas nunca para autorizar a comer carnes imundas; o qual NÃO era o tema de Atos 10!

Nota de oCaminho: A partir da conversão/aceitação de Cornélio, inicia-se o selamento da Grande Multidão; sendo que os 144.000 (do Reino de Yaoshor’ul) foram até então, selados!

Irmão, a Igreja de Yah’shua-oléym foi humilde e sincera. Você também decidirá pela Verdade? Decisão envolve coragem! Você é um forte, pois Cristo lhe dá poder.

O CRIADOR estava levando Seu apóstolo a sentir - FOME pela salvação de todas as pessoas, de todas as raças, em todos os lugares do Planeta Terra; afinal ele tinha sido comissionado a aser “pescador de pessoas”! Sinta você, esta mesma FOME e vá pescar!!!

Essa visão tanto serviu para repreender a Kafós como para instruí-lo. Revelou-lhe o propósito divino – de que pela morte de Cristo, os gentios e estrangeiros, deviam tornar-se co-herdeiros dos judaicos nas bênçãos da salvação. Até então nenhum dos discípulos pregara o evangelho aos estrangeiros. Momentos antes, Sha’ul fora comissionado pelo próprio Messias [tornando-se ele, o 12 apóstolo] para agir em busca da Casa perdida de Yaoshor’ul (as 10 tribos espalhadas por entre as nações), os gentios – Is 9:1.

PENSE NISSO:

A visão do lençol de Atos 10 foi uma prédica divina para mostrar a Kafós que todos são iguais e, simultaneamente, prepará-lo para o derramamento do dom do santo Espírito sobre Cornélio, semelhante ao Pentecostes (Atos 10:44-47); mostrando com isto, que não havia exclusividade dos dons para Yaoshor’ul. E isto – o que realmente o convenceu – foi a comprovação ipso facto, de que o ETERNO não faz acepção de pessoa, mesmo. Agora ouça Sha’ul, escrevendo aos Lateínus:

Ro 10:12-13 - Porquanto não há diferença entre judaico e grego; porque um mesmo é o CRIADOR de todos, rico para com todos os que O invocam. Porque todo aquele que invocar o Nome do CRIADOR será salvo.

Percebe, Sha’ul [o apóstolo dos gentios] sempre fez distinção entre judaicos, gentios e gregos (estrangeiros)… VEJA NO FIM DESTE COMPÊNDIO, UM ESTUDO SOBRE OS GENTIOS...

 

CURIOSIDADE

Atos 11:12Disse Kafós: ...e também estes SEIS irmãos foram comigo, e entramos em casa daquele varão (Cornélio).

Na lei egípcia que os judaicos conheciam bem, eram preciso SETE testemunhas para provar completamente um caso judicial ou qualquer outro. Na lei romana também, e eram necessários SETE selos para autenticar um documento que fosse realmente importante como um testemunho. Portanto, havia SETE testemunhas deste fato. Kafós + 6 = 7.

Amnao!

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